Boneco Azul

Naquela tarde, eu tinha a casa livre para mim e para a Matilde, pois os meus pais tinha uma consulta no medico ao final do dia. Fantástico. 
Quando lhe dei a noticia ela também ficou super contente, até porque tínhamos muito poucas oportunidades para estar os dois sozinhos, e porque ela não conhecia o meu quarto. Ela era super curiosa.  
Quando lá chegamos, ela correu para o quarto, e a reacção que ela teve foi a mais estranha que eu podia imaginar: começou a chorar. Fiquei espanto e perguntei-lhe: “que foi? Que se passa?

Aquela reacção foi simplesmente de emoção, de nostalgia, pois no meu quarto ainda estavam muitas marcas do tempo em que a minha irmã era solteira, e no canto junto ao roupeiro estava um pequeno peluche azul. A Matilde agarrou-se aquele boneco emocionada.

Eu perguntei porque é que ela estava assim, pois tratava-se de um simples boneco azul, sem grande significado, e ela, com um sorriso nos lábios e agarrada ao ursinho começou a contar as razões de tanta alegria: “Eu cresci com um peluche igualzinho a este em cima da minha cama. Tinha sido oferecido no Natal pela minha tia. Era o meu confidente, sabia dos meus problemas e dos meus desejos. Passei momentos únicos, que nunca mais vou esquecer, agarrado a um boneco igual a este."
"As minhas amigas contavam-me histórias e momentos que viviam com os namorados. Momentos de paixão, de amor ou de tesão. Sentimentos e momentos que eu nunca tinha vivido, apenas imaginado. Eu era tímida com os rapazes e sentia vergonha do meu corpo. Apenas aquele boneco me conhecia nua.

Depois de ouvir algumas histórias de colegas minhas, sobre a possibilidade de uma rapariga poder atingir prazer sozinha, sem ser necessário estar com um rapaz, foi aquele boneco que me ofereceu o meu primeiro orgasmo. Coloquei-o no meio das minhas pernas, e com os olhos fechados, imaginei que aquele boneco tinha vida. Com a minha mão, aquele boneco ganhou mesmo vida, e eu ganhei sensações que nunca tinha sentido. Arrepios, espasmos, tremuras de prazer.

Salpicos de Fama

Eu tinha tirado aquele dia de férias para tratar de alguns assuntos pessoais, o que é certo é que a chuva complicava o trânsito. Aquelas primeiras chuvadas de Outubro deixaram as estradas alagadas, e foi quando passei mesmo em frente à estação de comboio de Santa Apolónia, que involuntariamente, molhei uma jovem que estava no passeio a tentar apanhar um Taxi.

Não consegui seguir o meu caminho… Parei o carro e voltei para trás. Ela estava a chorar pois tinha acabado de chegar a Lisboa e agora estava toda suja com lama e molhada. Eu sentido-me culpado, disse para ela vir comigo, pois roupa de mulher era coisa que não faltava lá em casa, do tempo em que a minha irmã vivia comigo.

No caminho, ela contou-me que tinha chegado a Lisboa para participar para um programa de TV, e naquele dia o casting era num teatro. Todos os amigos elogiavam os seus dotes vocais, e ela decidiu ser testada, para saber se tinha mesmo jeito para cantar. Confessou-me estar muito ansiosa, pois o júri daquele programa era sempre muito duro e sarcástico, mas pelo menos ela já estava na segunda fase.

Rapidamente chegamos ao meu apartamento, e quando ela entrou no wc para tomar o duche,e eu lhe entreguei o lençol de banho, em tom de brincadeira disse-lhe: “canta no chuveiro para te ouvir…” Ela sorriu, e assim que começou a agua a correr, eu ouvi uma deliciosa voz, a cantar Alicia Keys, Sheryl Crow e Joss Stone. Um ritmo perfeito, uma voz doce, um timbre fantástico. De uma forma involuntária, entrei dentro daquele wc para a ver cantar. Fiquei fascinado… Aquela voz deixou-me praticamente hipnotizado, e agora os meus olhos também vidrados com a perfeição daquele corpo. Ela quando se apercebeu da minha presença calou-se, e ficou envergonhada, tentando  tapar-se, mas eu nem reagi. Eu apenas pestanejava em silencio.

Ela saiu da banheira e veio da minha direcção, para tentar perceber se estava tudo bem comigo. Eu disse-lhe: “Tu és perfeita, cantas divinalmente bem…” Já enrolada no lençol, ela transmitiu um sorriso de grande felicidade e perguntou-me: “Achas que posso ser um Ídolo?” “Claro que sim, tu vais longe”, e ela agarrou-se a mim de contente. Aquele abraço, naquele perfeito corpo, deu origem a algo que dificilmente algum dos dois imaginava sentir naquele momento: um beijo. 

* Sotão da Avó

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Em Setembro, passava os dias na casa da minha avó até as aulas começarem.

Nesse ano a minha avó tinha visitas lá em casa, os primos Carvalho, que eram emigrantes em França e que este ano vieram passar uma semana com ela.

Para ser sincero nunca gostei muito deles, apesar de serem simpáticos, mas irritava-me estar sempre a ouvi-los falar francês.

Para me manter afastado deles refugiava-me no sótão, que tinha uma pequena varanda com vista para um campo de milho que a minha avó tinha com muito orgulho. Gostava de lá passar as tardes a ler os livros antigos que a minha avó lá guardava. Nesse dia descobri que a minha avó tinha um baú com uma invejável colecção de Revistas Maria...

Comecei então a desfolhar a parte mais conhecida da revista. A ler as dúvidas e as interrogações dos leitores. Estava muito entusiasmado e empolgado e estava também a esclarecer muitas dúvidas, que eram normais devido à minha falta de experiência.

Ler aquilo excitava-me e despertava em mim grande curiosidade para estar com uma rapariga. Fazia-me sonhar como seria a minha primeira vez. 

Eu estava com a mão dentro das calças de ganga e tão concentrado na leitura, que nem notei que a Vanessa (minha prima e filha do casal Carvalho), tinha subido as escadas de ferro em caracol que faziam a ligação ao sótão, e que me estava a observar à entrada do alçapão. 

Era uma rapariga três anos mais velha do que eu, que mal falava português...

Quando reparei que ela ali estava, rapidamente tentei disfarçar o que estava a fazer... ela subiu e foi ter comigo. Naquele sotaque engraçado pediu-me que eu continuasse, fiquei sem jeito, mas foi ela mesmo que desapertou o cinto das calças, e as baixou até aos meus joelhos.

Por momentos pensei que ia ser a minha primeira vez, mas ela apenas me queria observar, sentou-se no chão, mesmo à minha frente e fixou aqueles bonitos olhos azuis em mim. 

Eu lentamente tocava-me, até porque eu estava de um modo que qualquer movimento mais rápido poderia ser o final da brincadeira. Ela estava a ficar ansiosa.

Ela de modo a me provocar, deixou as alças do seu top descaírem sobre os seus ombros, deixando bem visíveis aqueles belos seios, pois é, ela sabia que com aquela visão mesmo à minha frente eu não iria resistir muito mais tempo. Fixei os olhos naquele corpo perfeito e delicioso, e ela disse-me “Touchez-moi…”. 

Eu não percebi o que ela dizia, mas senti que era uma ordem para lhe tocar… e toquei. Senti, beijei, saboreei aquele peito. A minha língua caminhou lentamente ao redor daquele mamilo, de forma circular deixando duro e eriçado. Eu suguei-o e percebi que ela estava a gostar. Do lado direito e do lado esquerdo, os meus lábios queriam senti-la viva e intensa. Eu começava a descontrolar-me.

Ela percebendo a minha ansiedade e descontrolo voltou a dizer-me qualquer coisa que eu não percebi, no entanto o seu dedo apontando para o seu peito era a ordem para a fazer sentir o meu prazer tocar na sua pele. 

Eu correspondi, e tudo correu no seu peito lentamente, passando naquele duro mamilo, e acabando por pingar na sua barriga…

Nesse dia aprendi, que há linguagens que são universais...

Foto: Pete Leonard (Corbis.com)

Simples Atracção


Não sei o que deu origem àquela atracção, mas eu não conseguia desviar o olhar daquela mulher.

Uma colega, simpática, sempre com um sorriso e com um olhar meigo. Sempre existiu alguma simpatia entre os dois, mas nada que realmente justificasse esta minha atracção.

Ela não era uma mulher vistosa, nem exuberante, mas provavelmente juntava todos os pormenores de que eu gostava no sexo feminino. Baixinha, pele branquinha, olhar profundo que transmite uma magia difícil de explicar.

Eu todos os dias ia para a casa a pensar nela, jantava a pensar nela, deitava-me a pensar nela e adormecia a pensar nela… O desejo era tanto, que por vezes, ela também aparecia nos meus sonhos, e ficava comigo durante toda a noite. Eu desejava aquela mulher para mim, eu queria senti-la ao meu lado.

Eu queria dormir com ela. Eu queria que o seu cheiro não saísse da minha memória. Eu vivia desejoso de tocar-lhe com os meus lábios. Isto estava a tornar-se doentio.

Tudo isto era um segredo só meu, e ninguém imaginava que eu vivia nesta tortura, nem no vicio de desejar aquela mulher para mim. Provavelmente, apenas os meus olhos a desejavam assim, mas isso é uma das deliciosas características da atracção, conseguir transformar defeitos em qualidades.

Ela tinha alguém? Era comprometida? Eu não sei, mas isso seria apenas pormenores, que não conseguiam apagar de mim, o desejo que eu sentia de partilhar tudo com ela. Eu queria respirar o mesmo ar que ela.

* Aventura na Suiça

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Todos os anos a empresa reunia alguns empregados de todo mundo, para uma confraternização anual bem perto do lago Léman, na Suíça, tudo isto porque a sede da empresa era em Geneve

Em representação de Portugal iam sempre dois funcionários que eram sorteados entre todos, e este ano a sorte bateu-me à porta, cinco dias na Suíça, e logo no período em que estava a decorrer o Europeu de futebol, e para além da viagem ofereciam um bilhete duplo para o primeiro jogo. 

Mas nem tudo era bom, a minha companhia ia ser a Vanda, a secretária da contabilidade, uma verdadeira tentação. Já por duas ou três situações tínhamos trocado uns beijos mais atrevidos mas nada mais. Bem, eu estava a viver uma relação estável e estes 5 dias iam ser uma prova ao meu amor pela Helena.

Já na Suíça, ficamos instalados num aldeamento junto do lago. Os representantes de cada país ficavam alojados em pequenas habitações típicas da Suíça. Eram casas pequenas, apenas com uma sala, um quarto, um kitchenete e uma casa de banho, e ao deparar-me com aquela situação, rapidamente disse que ela podia ficar com o quarto que eu ficava no sofá. Ela riu-se, aqueles hipnotizantes olhos verdes brilharam: - tu é que sabes….
Depois de tudo arrumado, fomos até ao buffet de boas vindas, comemos, confraternizamos com algumas comitivas de outros países e ficamos a conhecer o programa de eventos para os dias seguintes. Acabamos por recolher cedo até ao apartamento, para no dia seguinte podermos estar bem preparados para representar Portugal. 

Couchsurfing em Portugal

Adorei dormir no teu sofá

Prancha de Surf


A minha relação entre a Praia e o Mar ficou sempre marcada pela minha prancha de surf. Quando eu era jovem, a praia que os meus pais me levavam era uma praia muito famosa, por ser frequentada por surfistas, e eu ficava vidrado, a vê-los a dominar as ondas. Este fascínio fez com que eu rapidamente pedisse que me comparassem uma prancha, para poder começar a tentar imita-los.

Toda a minha adolescência foi dividida entre a Escola e o Mar, com um grupo de amigos que passava o máximo tempo possível, na areia daquela praia. Era grupo fantástico de camaradagem, onde fiz amigos para vida, e cresci muito como pessoa. Éramos rapazes e raparigas, mas desse grupo destacava-se a Francisca, pois conseguiu ir representar várias vezes Portugal, em provas internacionais.

Com o passar do tempo, e por motivos familiares ou profissionais, foi afastando lentamente todos os elementos do grupo. Hoje em dia, apenas eu ainda vivo perto daquela praia, e a Francisca, que abriu um bar e uma Escola de Surf. Aquela mulher não vive sem aquele areal, nem a forte ondulação daquele oceano.

O Bar da Francisca era um local onde eu gostava de parar com regularidade, pois fazia-me recordar esses bons tempos, e fazia-me relaxar da minha atribulada vida profissional. Ficar a ver aqueles jovens a enfrentar as onde fazia-me relaxar, e fazia-me viajar no tempo. A minha prancha estava guardada religiosamente no meu quarto, e eu tratava dela e estimava-a, como se fosse um assíduo praticamente, apesar de não enfrentar as ondas há muitos anos.

Com a chegada da Primavera, a Francisca acabou por me lançar o desafio de eu voltar a enfrentar o Atlântico, mas eu muito séptico, disse não me sentir à vontade nem preparado para novas aventuras, mas ela acabou mesmo por me convencer, dizendo que me faria companhia, e não haveria problemas, afinal ela era professora de surf.

Foi um delicioso regresso ao passado. Nós os dois, cada um na sua prancha, a recordar todos os momentos que já tinham vivido naquela praia, as aventuras, os namorados, as loucuras. E foi naquele momento, que ambos voltamos a falar de uma tarde, em que os dois, igualmente como hoje, tinham enfrentado o mar apenas os dois, acabando por se envolver dentro de água. Beijos, abraços, atracção. A recordação desta história fez com que os nossos lábios se voltassem a tocar.

Os corpos colaram-se, mergulhados naquela água salgada, e com o Sol como testemunha. A memória transformou-se em desejo, em vontade de os corpos se voltarem em fundir num só. Voltei a conhecer o quente interior da Francisca, que estava melhor do que nunca. A ondulação do Mar ajudava no prazer, e na voracidade com que os dois corpos se entregavam, fazendo prolongar a intensidade da nossa satisfação, de uma forma quase interminável.

A entrega foi total e intensa, conseguindo oferecer um ao outro, exactamente o que desejamos, deixando a água do mar, limpar todas as marcas do nosso pecado. Voltamos para o areal onde ficamos os dois totalmente esticados a tentar recuperar a energia que tínhamos acabado de esgotar. Aquilo que tínhamos acabado de sentir, não tinha sido prazer carnal, mas sim o prazer de reviver uma história antiga. Era o prazer das memórias de juventude.

Mais uma vez, aquela minha prancha de surf presenciou um momento fantástico da minha vida. Ai se ela falasse….

Foto: Tony Arruza (corbis.com)

Visita de Estudo


Naquela escola, os professores do 12º ano gostavam de mostrar aos alunos o mundo real, de forma a facilitar a escolha do nosso futuro. Desta forma, todos os meses existia uma visita de estudo para visitarmos o funcionamento de empresas, fabricas e organizações.

As visitas de estudo era uma coisa que todos adorávamos, até porque era sempre sinal de beijos, curtes e namoros casuais. As regras eram sempre ditadas pelas raparigas, isto é, eram elas que escolhiam sempre os seus parceiros. 

No entanto, entre os rapazes, todos desejávamos a Mariana, pois era uma aluna repetente, a mais velha de todas, e tinha um espírito bastante liberal.

Nas viagens, os últimos lugares do autocarro eram sempre para ela. Todos os rapazes que já tinha curtido com ela, mantinham sempre o segredo, e nunca contavam pormenores dessa aventura.

Na visita do mês de Março, que fizemos a uma fábrica em Sines, a Mariana escolheu-me a mim. Bingo… No autocarro, os lugares para dois foram sendo ocupados, e eu a a Mariana seguimos para o fundo, os últimos lugares eram nossos. 

Amigo de Infância

A minha especial leitora do Brasil está a ficar viciada neste tipo de história, e ofereceu-me mais uma. Esta eu não sei se será verdadeira ou ficção... mas descofio que também seja real...

Aqui vos deixo esta história no feminino, e a rezar que ela crie o seu próprio Blog... todos queremos saber mais sobre si e sobre as suas história...


Toda mulher sabe quando está perto de menstruar... Dentre outros sintomas, é aquela vontade incontrolável de fazer amor, de dar, de trepar! E mesmo a mais casta das mulheres sucumbe ao desejo que vem das entranhas.

Era um desses dias, eu acordei mais louca que nunca, e nua sobre os lençóis acariciava demoradamente meu corpo. Cada centímetro um arrepio, e um desejo enorme de ser preenchida. E com os dedos vou me preenchendo, um, dois, três... Hum, cadê mesmo aquele consolo maravilhoso? E coloco todo ele dentro de mim! Ai! Que tesão do caralho, que consolo incrível, grande, grosso, me fode consolo... Vou gozar...

A campainha toca! Por um minuto eu penso em não atender... Quem seria em pleno domingo, às 08 da manhã? Quem ousa atrapalhar o meu nirvana? Ou será que alguém sentiu meu cheiro de fêmea no cio?
A campainha insiste! Caralho! Puta que pariu! Suada e com a buceta encharcada, olho ao redor e vejo um vestido, coloco rapidamente e levanto. Olho pelo olho mágico, é o Fernando, só de sunga.

Fernando é um amigo de infância, que passou alguns anos estudando em outro estado e voltara recentemente à nossa cidade natal. Era um menino franzino, olha só agora esse homem. Alto, olhos azuis e provocantes, corpo forte e bronzeado, e uma boca carnuda, enlouquecedora.

Apesar dessa beleza digna de filme pornô, eu sempre o vira como um irmão. Abro a porta. Ele me sorri daquele jeito lindo, que só ele, e me abraça:
- Bom dia gataaaaa, vim fazer uma surpresa, bora pra praia? Domingão? Solzão? Cervejão? Boraaa?

Eu estática, meio confusa, posto que recém-saída do meu quase gozo! Por tudo isso, aquele abraço mudou tudo, sinto todo ele, todo seu corpo contra o meu e seu membro entre minhas pernas, mole, ainda... Caralho, aquilo me deixa ainda mais excitada, tortura matinal. Dei-me conta da situação, eu estava abraçada ao meu amigo de infância, vestida apenas com um vestido fino, sem calcinha e sem sutiã e ele só de sunga. Será que ele percebeu? Soltei-o meio sem graça e sorri: - bem vindo Nandão, e fechei a porta;

Mas ele não se dá por vencido e com seu jeito moleque, desde criança, me abraça por trás:
- Ei, o que você tem hein? Está com alguém? A senhorita fazia algo errado? Porque está toda estranha e suada a essa hora da manhã e ria muito, me fazendo cócegas.

Não há como resistir a tanto bom humor e a tantas cócegas. Quanto mais cócegas, mais eu ria e tentava me soltar, de nada adiantava, ele me prendia em seus braços fortes e nesse jogo, caímos no sofá.

Mexe daqui e de lá, ele pára por cima de mim e fixa os olhos sérios em meu corpo. É que eu me empolguei com a brincadeira e esqueci que não usava roupa de baixo. Estava eu com o vestido levantado, com a buceta exposta, e um dos seios saindo pelo decote.

O olhar dele já não era mais de graça, era de desejo, o que de pronto reacendeu o meu. Quando me dei conta da situação, quis me desvencilhar meio sem graça, apesar do tesão. Mas ele segurou forte meus dois braços abertos. Quis fechar as pernas, mas ele me prendeu entre as suas. Um pouco apreensiva, peço pra ele me soltar, mas ele me cala com um beijo.

Sua língua invade minha boca, quente, avassaladora. Com carinho inicialmente, com volúpia depois. E eu já sem força, correspondo. Ele fode minha boca com a sua, simulando uma penetração. Pára e fita meus olhos...

Voltando a mim: Nandão, vamos parar, isso é uma loucura, você sabe!
- Eu sei! Mas antes me permite fazer uma coisa? E alisa com as mãos a minha buceta. Tortura! Ela toda molhada, impossível disfarçar. Que vontade de gritar, me come, me fode, agora! Mas sigo calada!
- Não serei um cavalheiro se deixar uma mulher excitada assim! Tento falar, mas de novo ele me cala com um beijo! Deixa eu te fazer gozar?

E isso lá é coisa que se peça? Não resisti mesmo e falei baixinho!
- Me come, me fode!
- Mais alto!
Gritando: ME COME, ME FODE!
E ele me beija a boca, o pescoço, os seios e morde!
- me fode! Já gritado!
- sua puta!

Ouvir palavrões durante o sexo é afrodisíaco pra mim! Se todo homem sonha em ter uma dama na mesa e uma puta na cama, eu sou a mulher que quer sê-la!
- Arranco sua sunga e olho pra aquele pau lindo, o mais lindo que já vi! Grosso e duro, e caio de boca nele!
- Chupa, chupa, eu sempre soube que essa boquinha rosa chupava gostoso.

E eu louca... Não aguentando mais, me sento sobre ele! Devagar, sentindo cada centímetro me preencher! E começo a cavalgar!
- Ai, gostosa! Não pára, rebola!
- Mexe gostoso, sua puta!
E vou no ritmo, enlouquecida... - ahhhh, ah, ahhh! Gozamos!

Parafraseando um grande poeta brasileiro: mas na moldura de um sofá, homem nenhum foi tão belo!

* Noite Quente no Brasil


Naquele ano decidimos ir festejar o Natal e a Passagem de Ano, no Rio de Janeiro, para sentir a sensação de viver esta época do ano, em pleno verão, na praia e mergulhados no calor. Agendei dez dias, para saborear ao máximo, as praias cariocas.

Ficamos a conhecer o areal das mais famosas praias da região, como por exemplo São Conrado, Ipanema, Leblon, Buzios, Copacabana. Interessante foi o facto de no mesmo hotel em que eu estava com a Gabriela, estar um casal português, que começou a tomar todas as manhãs o pequeno-almoço connosco. 

Era um casal que vivia no Porto, que todos os anos, adorava desfrutar do verão brasileiro. Ao final de alguns dias, fomos convidados pelo casal, para os acompanhar à sua praia de eleição, para onde eles iam todos os dias, a Praia do Abricó. Aceitamos o convite, sem saber o que tínhamos acabado de fazer. Quando lá chegamos, ficamos de boca aberta. Era uma praia linda, quase paradisíaca, mas de nudismo. Aquele casal vinha para o Brasil, propositadamente por isso, pois em Portugal não se sentiam à vontade para estarem nus na praia.

Eu e a Gabriela ficamos um pouco sem reacção, pois não estávamos nada à espera daquilo, mas se ficássemos vestidos naquele areal, seriamos os únicos. Vencemos a vergonha, e acabamos por ficar sem roupa, tal e qual todas as pessoas que estavam praia. O sentimento de vergonha passou rapidamente, e até nos sentimos bastante à vontade. Foi um dia perfeitamente normal de praia. Eu e a Gabriela estávamos a gostar da experiência, no entanto, sentíamos que aquele casal olhava para os nosso corpos, com um olhar sinistro. 

Por diversas vezes, aquela mulher, sempre que passava junto de mim, inadvertidamente ou não, me tocava. Durante todos o dia, por três ou quatro vezes, aquele toque subtil me provocou excitação, coisa que eu consegui sempre disfarçar. Por outro lado, aquele homem, sempre que passava junto da Gabriela, lhe tocava com o seu membro nas costas, no braço, na barriga, tendo acontecido, lhe tocar com ele na cara e nos lábios, quando estávamos a jogar com umas raquetes, e ele caiu sobre ela.



No final do dia de praia, na viagem de volta para o hotel, a conversa baseou-se daqueles dois, foi algo que eu e a Gabriela não conseguimos perceber, no entanto aceitamos o convite de comemorar a noite de passagem do ano, no restaurante do hotel. Nessa noite, a festa foi de arromba, com muita e boa comida, muita animação, um calor tremendo tipicamente brasileiro, e muito álcool. Quando chegou a meia-noite, enquanto assistimos o fogo-de-artifício em Copacabana, a Eunice, mulher do outro casal, propôs que fosse até à Praia do Abricó, para comemorar o ano novo, como faziam sempre todos os anos.

Quando lá chegamos, aquele casal tirou novamente a roupa, mal entramos na areia, e com uma garrafa de champanhe na mão, correu em direcção ao mar. Eu e a Gabriela entramos no jogo, e corremos atrás deles. A noite estava deliciosa, com o céu limpo e estrelado. As brincadeiras dentro de água foram o mote para a Eunice ficar nos meus braços, e a Gabriela nos braços do António. Aquela troca era algo que aqueles dois já tinham planeado há muito. Mais uma vez fiquei vidrado o bonito corpo da Eunice.

Os quatro deitados na areia molhada, a sentir a ondulação a bater-nos nos corpos nus, parecia uma ordem da natureza, para eu entrar dentro daquela quente mulher, enquanto via perfeitamente aquele homem, a entrar dentro da Gabriela. E o que aquilo me excitou. Como era possível estar a adorar ver a minha mulher desfrutar de outro homem, sendo penetrada poucos metros à minha frente. No entanto, percebi que muito mais empolgado estava ele, por me ver por completo, dentro da sua mulher. Aquela troca foi excitante, saborosa e fantástica. Eles sabiam o que faziam, e percebia-se perfeitamente que não era a primeira vez que entravam neste jogo perigoso mas excitante, de trocar de parceiros.

Em terras de Vera Cruz, eu e a Gabriela desfrutamos do inesperado, e criamos um forte desejo de repetir aquela experiência, apenas não sabíamos se com amigos, ou novamente com estranhos.

Foto: Randy Faris (Corbis.com)