* Gravidez de Solange



Conheci a Solange num Bar que frequentava com os meus amigos, não muito longe de minha casa.  Acabamos por trocar contactos, telefone e email, e quando não nos encontrávamos à noite, acabávamos sempre por nos comunicar de outro modo.

Solange era Engenheira do Ambiente e as suas opções sexuais eram apenas femininas. Vivia num apartamento no centro da cidade, com outra mulher, ligeiramente mais velha, e que tinha um cargo importante no Ministério do Ambiente. Aquela relação não estava a ser fácil.

Numa tarde, Solange ligou-me, convidou-me para jantar em casa dela, pois tinha tomado uma decisão importante na vida, e tinha um pedido para me fazer. Fiquei curioso, e aceitei. Jantamos os três, e no final, depois da sobremesa, Solange comunicou-me que queria ser mãe, e gostava que o pai da criança fosse eu.

Fiquei sem resposta por alguns segundo, mas espontaneamente acabei por responder que teria muito gosto, em ser o pai do seu filho. A Solange então combinou comigo, quando fosse o dia indicado, ela iria me telefonar a combinar para eu ir lá a casa. Durante alguns dias reflecti profundamente sobre o que isto significava…

Na semana seguinte, ela disse estar tudo preparado. Eu desloquei-me até lá, e fiquei a assistir a um momento intimo daquelas duas mulheres. Era o tónico para eu ficar quente, para depois deixar dentro da Solange, o que ela queria. 

Confesso que foi delicioso ver aquelas duas mulheres a entregarem-se por completo, mas Solange chamou-me. Nessa noite limitei a deixar dentro dela, o fundamental para ela ser mãe, mas aqueles poucos minutos que tive dentro dela, criaram uma vontade para algo mais entre os dois. Abriu-nos um secreto apetite.

No dia seguinte, ela voltou a ligar-me, para voltarmos a tentar. Desta vez ela estava sozinha em casa. Senti que este pedido era para algo mais demorado e completo. Tivemos uma noite maravilhosa. A Solange estava a desfrutar de um homem, como nunca tinha feito na vida. 

As minhas fortes penetrações era algo diferente do que ela habitualmente sentia. Foram diferentes sensações, e um prazer com diferente intensidade. Alguma semanas mais tarde, a Solange voltou a telefonar-me, a comunicar-me que não tinha engravidado, tínhamos de voltar a tentar. Eu convidei-a a ir passar um fim de semana, na casa de férias de uns amigos em S. Martinho do Porto. Ela aceitou.

Naquele fim de semana, ela aproveitou aquilo que lhe faltava todos os dias, e que a sua companheira não lhe oferecia. Melhor do que qualquer objecto, que funciona a pilhas, era sentir a minha pele, e a minha carne, numa intensa fricção dentro do seu corpo. Ela queria mais, pedia sempre mais. 

Parecia que me pedia algo que não fosse carinho. Ela queria sexo intenso e forte. Ela nunca queria nem dedos, nem língua, queria sempre a minha tesão dentro dela. 

Nestes dois dois, as tentativas para que ela ficasse grávida foram bastantes, e depositando sempre a minha parte, bem dentro do seu corpo. Bem fundo. Eu percebia que ela estava a desfrutar da minha companhia, e comecei a despertar nela o interesse por um homem.

Na semana seguinte, voltamos a encontrar-mo-nos mais algumas vezes. Mais do que a vontade de ser mãe, ela estava desejosa do meu corpo. Ela só pensava em sexo, e na intima sensação de sentir o meu liquido quente a escorrer dentro de si. 

Estes nossos encontros acabaram por terminar a relação que ela tinha com a outra mulher, e acabaram por se separar. Algumas semanas mais tarde a Solange ligou-me radiante:”Consegui, estou grávida”. Esta noticia, foi a melhor prenda de natal que poderia ter recebido. Depois de sentir o seu objectivo realizado, ela acabou por envolver-se com outra mulher, mais jovem, numa relação mais estável.

A Solange recebeu, uns meses depois, uma incrível proposta, e uma excelente oportunidade de trabalho em Los Angeles, e viajou com a sua nova companheira, nesta nova fase da sua vida. Elas agarraram determinantemente esta oportunidade para fugir ao preconceito…  e o Pedro, depois de nascer, passou a ser verdadeiramente o único homem da sua vida.

Foto: Medioimage (Corbis.com)

* Chiado Inesperado

Foi na Rua Garrett, em Lisboa, que o meu corpo se sentiu pela primeira vez descontrolado, com uma atracção inexplicável, por um rosto singelo e tímido.

Eu subia em direcção ao Largo Camões e ela descia em direcção à Rua do Carmo. Mais a baixo ou mais a cima, quase todos os dias o nosso olhar se cruzava. 

Eu não conseguia destacar nada de especial naquele corpo, mas o conjunto enchia-me as medidas. Eu inexplicavelmente desejava aquele corpo e sentia uma desmedida atracção.

Eu adorava os dias de chuva quando ela passava por mim com o cabelo húmido despenteado. E foi num forte aguaceiro de Abril, que o inesperado aconteceu. 

Sem estarmos preparados, começou a chover intensamente e ficamos os dois sem reacção, e eu impulsivamente, agarrei-lhe no braço, e puxei-a para um pequeno recanto perto do shopping, onde não existe comércio, porque as lojas estão todas fechadas. 

Ficamos os dois protegidos da chuva, mas totalmente desprotegidos para um desejo que se vinha a apoderar de nós nas últimas semanas.

Ela estava com o cabelo húmido mas com cheiro a shampo, e eu, sem dizer uma única palavra, encostei-a à parede, e fiz a minha mão subir a sua perna. Ela nem reagiu nem se opôs. Toquei-lhe na sua intimidade, e senti que estava muito mais húmida que o seu cabelo. 

Foi naquele momento que senti toda a atracção a transformar-se em desejo. E correndo o sério risco de sermos vistos por alguém que olhasse para aquele recanto, eu não podia parar, e tinha de alimentar ferozmente aquele desejo.

Inclinar o seu corpo ligeiramente para a frente, e desviar ligeiramente a sua roupa interior, foi o início de algo que os dois mais queriam naquele momento, sexo. 

O seu corpo aceitou-me na perfeição logo no primeiro impulso, e eu fui implacável com ela, comportando-me como uma macho devorador e feroz no seu habitat natural, dizendo apenas e sem pausas: “toma… toma… toommmaaaa…tommaaa… grrrr”. Que mulher profunda e ardente, capaz de aguentar tudo numa situação de perigo, mas era esse mesmo perigo que aguçava o prazer.

Eu não sabia o seu nome mas já conhecia o seu cheiro e seu sabor. Senti que ao longe alguém se apercebeu do que se estava ali a passar, e gritou, mas nem eu nem ela nos incomodamos com isso. Estávamos a viver um momento de prazer inesperado que não tinha como ser interrompido. Quente. Molhado. Animal. As minhas mão variavam de sitio, alternado entre as sua cintura, os seus ombros ou o seu peito.

Aquele rosto tímido tinha se rendido a mim, à minha forte penetração, ao meu intenso poder de lhe oferecer tudo o que ela queria sentir. A temperatura quente dos nossos corpos conseguiu secar as nossas roupas, e eu sentia perfeitamente todas as contracções de prazer que o interior daquela jovem produzia. Eu sentia-me tremendamente apertado dentro do seu corpo, e adorava isso. Era sinal de prazer, de qualidade, de satisfação.

Ela era uma mulher de alta qualidade, e capaz de tudo. Eu estava fascinado, com tudo o que estava a viver, e com a possibilidade de tocar e sentir alguém como ela. O fogo tinha regressado ao Chiado de uma forma igualmente devastadora e perigosa.

Ficamos rendidos ao prazer, exaustos e sentados no chão. Depois de tudo, um simples beijo de agradecimento mútuo foi incrivelmente inocente. Eu não sabia nada sobre ela, mas sabia que tinha acabado de viver um momento inesquecível. Eu queria voltar a saborear aquele corpo quente, mas calmamente, sem perder um único recanto. A minha língua queria tocar-lhe por completo. Era o meu desejo mais secreto naquele momento.

De repente, ela levantou-se e escreveu num pequeno papel, enquanto eu ainda estava sentado no chão, colocou-me aquele papelinho no bolso das calças, e em passo de corrida desapareceu daquela galeria… o papel apenas dizia:”Chamo-me Catarina… descobre-me…” Eu aceitei aquele desafio… eu tinha mesmo de a voltar a descobrir… eu queria aquele corpo para mim… nem que fosse apenas só mais uma vez…

Foto: S. Hammid (Corbis.com)

* Casa dos Nossos Sonhos


Apesar da crise imobiliária, existiam zonas na cidade onde a procura de casa era grande. Eu e a Vânia adorávamos aquela zona da cidade, e mesmo sabendo que se tratava de casas mais caras do que o dinheiro que podíamos gastar, não resistimos, e quisemos ir conhecer aqueles apartamentos.

Quando lá chegamos, percebemos que existia bastante procura, e quando falamos com a vendedora, mostramos o nosso interesse por um apartamento da tipologia T2. 

Ela, percebendo que nós estávamos mais interessados em ver, do que comprar, entregou-me uma chave, e disse que podíamos ir ver o apartamento do 7º andar, que ela já ia ter connosco.

A casa era fantástica, muito melhor do que nós tínhamos imaginado, a cozinha, a sala, os quartos, tudo era fantástico. 

Como estávamos sozinhos, e à vontade, a nossa imaginação disparou. Eu encostei a Vânia à parede na sala, e dizia-lhe ao ouvido: “imagina o prazer que podia dar-te nesta sala”.

Quando chegamos à cozinha, sentei no lava-loiça, beijei-a no pescoço e disse-lhe “aqui podíamos molhar muito mais coisas, para além da loiça”. As coisas aqueceram, e a Vânia sussurrou-me ao ouvido: “já que esta casa nunca vai ser nossa, podíamos deixa-la marcada na nossa memória, de uma forma positiva”.

Eu percebi a mensagem dela. Os nosso corpos caíram no meio daquela enorme sala, e entregaram-se, no entanto sempre atentos ao barulho do elevador, para evitar surpresas. 

Do nosso corpo, apenas saiu a roupa que impedia aquele momento de amor, e entrei dentro dela de uma forma intensa, da forma que ela tanto gostava. Sabíamos que tínhamos de ser rápidos, mas aquele momento de prazer inesperado estava a ser demasiado saboroso. O perigo de sermos apanhados ainda deixava tudo mais apimentado.

Estávamos tão deliciados a saborear o momento, que nos esquecemos que a vendedora, em vez de subir de elevador, também podia subir pelas escadas. E foi o que aconteceu. Quando olhamos para porta da sala, ficamos gelados. Ela estava ali parada, perplexa, a assistir ao nosso momento de prazer. Ficamos os dois sem reacção, e sem conseguir justificar o nosso comportamento.

A Vânia envergonhada, pegou na roupa, e saiu a correr envergonhada pelas escadas abaixo, e deixou-me ali sozinho e sem palavras. Eu dizia de uma forma tímida: “Nós adoramos o apartamento, mas é demasiado caro, só o poderíamos comprar se o preço pudesse baixar um pouco”.

A vendedora olhou para mim, de uma forma que, sinceramente, me assustou e disse-me: “Eu vivo num mundo de negócios, onde tudo pode ser negociado. Posso abdicar da minha comissão, em troca de algo que tenha para me oferecer”. É verdade, esta conversa estava a ser mantida, comigo sem calças, excitado, e bem molhado, com as marcas deixadas pelo interior do corpo da Vânia. 

Eu não sabia o que fazer. Vender o meu corpo, e em troca ter a casa dos meus sonhos? Ninguém ficaria a saber, e decidi entregar-me. Aquela mulher estava faminta, e confessou estar assim por o marido estar a trabalhar na África do Sul, à vários meses.

Ela ficou louca, por sugar o meu sabor, misturado com os vestígios do quente sabor da Vânia. Ela meteu tudo na boca, numa incrível garganta funda. Ela ficou descontrolada, mas eu também aproveitei todo aquele momento, para terminar, o que estava a fazer com a minha namorada. 

Dei-lhe tudo, como ela queria, com as minhas mãos nas suas ancas, fui forte, intenso e voraz. Ao fim de pouco tempo, aquela mulher atingia picos de prazer, de dois em dois minutos. Terminei, fazendo escorrer o meu prazer, mesmo no meio do seu perto. Eu disse que tinha de ir rapidamente embora, e ela disse para eu voltar amanhã, para finalizar o negocio.

Percebi a mensagem, mas seria apenas mais uma vez, e a Vânia nem imagina o que tive de fazer, para podermos comprar a casa dos nossos sonhos.

Foto: Motofish Images (Corbis.com)

* Sexo ao Vivo

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SEXO ao VIVO

Passeava-me pela rua, quando descobri aquela Sexshop. Sempre fui um curioso por este tipo de artigos e de filmes e decidi entrar. Nestas lojas, muitas vezes conseguem-se descobrir ideias para apimentar um pouco mais a vida de um casal.
Quando entrei, apercebi-me que aquela loja tinha um peep-show. Como sou bastante curioso, não me importei de gastar uma moeda para espreitar uma menina toda nua, a dançar, apenas separada de mim por um vidro. Quando entrei naquele apertado cubículo, fui surpreendido com o que vi, porque eu não me tinha apercebido do anúncio, que estava exposto à entrada da loja, e em vez de uma mulher, deparei-me com uma sessão de sexo ao vivo, com um casal. 
Admito que fiquei bastante entusiasmado, ao ver aquele casal, aparentemente do Leste da Europa, e por cada dois minutos que passavam, me obrigavam a colocar mais dois euros, para assistir aquele espectáculo.
Depois da terceira moeda, decidi não gastar mais dinheiro, e sai da loja. Fiquei na montra a ler, que aquele casal fazia exibições de hora a hora. Surgiu-me logo a dúvida. Como é que aquele homem conseguia?

* Bandeja de Prata


A Franscisca era uma mulher discreta, que praticamente não dava confiança a ninguem. Charmosa e elegante, ela trabalhava como hospedeira numa companhia de aviação. 

Conheci-a por ela ter sido namorada do meu melhor amigo, no entanto nunca perdemos o contacto, e esporadicamente marcávamos encontros para beber um café e conversar um pouco.

Ela era uma mulher enigmática, e por vezes passava-me mensagens que eu dificilmente compreendia. Parecia que vivia num mundo diferente do mundo real, talvez por passar muito tempo no céu e no meio das nuvens. 

Alguns dias depois do nosso encontro, Franscisca enviou-me uma sms, a pedir os meus dados para um evento que iria acontecer pela primeira vez em Portugal, e que gostava que eu participasse. 

Alguns dias depois, ela pediu-me mais dados meus, incluindo as minhas ultimas analises clinicas. Porque será que ela queria isso tudo?

O evento foi marcado para Fevereiro, e ela indicou-me uma morada, que ficava um pouco afastado da cidade. A única recomendação que recebi, é que deveria ir todo vestido de negro.

Quando cheguei, vi vários carros a estacionar, e todos com pessoas vestidas de negro. À entrada daquela casa, era distribuída uma mascara a todas as pessoas. Percebi que algo de estranho ia ali acontecer.

Num salão praticamente sem luz, ficamos todos alinhados, e ouvimos no sistema sonoro: “Nas próximas horas tudo deverá acontecer com o maior respeito, e ninguém deverá ser obrigada a fazer nada do que não queira… desfrutem do momento”. Eu desde que cheguei, comecei a desconfiar do que me esperava.

E tudo se confirmou, quando aquela sala foi ocupada por mulheres de lingerie e mascara negra. Era um clube privado de sexo, onde as pessoas não se podiam conhecer, e onde o numero de mulheres e de homens era igual, mas a grande maioria dos grupos eram compostos por três pessoas.

Eu fiquei num sofá, com outro homem e uma mulher magra, de pele clara. A primeira coisa que fizemos, foi beijar o seu corpo em simultâneo, enquanto calmamente íamos ficando sem roupa. Aquela mulher, a quem eu nunca vi o rosto, devorou-nos, ficando de joelhos à nossa frente, e alternando a entrada da sua boca, de algo que ela, certamente, iria querer sentir dentro do seu corpo. Ela era incansável nos seu movimentos, e parecia ser demasiado experiente em situações idênticas.

Sem trocar uma única palavra, ela foi devorada pelos dois, enquanto em nosso redor, tudo acontecia num ambiente com pouca luz, mas onde o vulto e o ruído dos corpos, fazia denotar o prazer que ali se vivia. 

Do meu grupo, rapidamente percebi que eu era o único verdadeiramente activo, e tive de servir aqueles dois corpos, alternando a permanecia dentro do corpo dele e do corpo dela. Mas para mim, o momento mais excitante da noite, aconteceu pouco depois e eu ter oferecido tudo aquela mulher.

Depositei bem fundo, dentro do seu corpo, todo o prazer que saiu de dentro do meu, mas o homem que me acompanhou nesta aventura, fez questão de sugar tudo de dentro do corpo dela, e usando a sua boca como meio de transporte, entregou tudo na boca daquela mulher, onde logo de seguida, fez questão de fazer também a sua descarga de prazer. Ela não se negava a nada, parecia disposta a tudo.

Foi sem dúvida uma louca e ousada aventura com desconhecidos, e no dia seguinte, a Francisca ligou-me a combinar um café. Nessa tarde, ela contou-me que foi uma das mulheres que também participou naquele evento, e que tinha sido ela a principal incentivadora da sua criação. 

Quando ela viajava para o Centro da Europa, ela adorava participar em eventos idênticos a este, e confessou-me: ” Já participei em orgias e em festas, onde mulheres eram "servidas" em bandejas de prata. Eu era uma das mulheres, usada por quem me quisesse e como quisesse. Eu adoro entregar-me” 

Foto: Peter M. Fisher (Corbis.com)

Tão booommm...

Aproveita bem o descanso... atualiza leituras...
Tão booommm... 

* Aposta Demasiado Perigosa


Estava a ser um exagero. Eu e Wilson entramos num jogo perigoso de apostas.

Estávamos constantemente a desafiar-nos um ao outro com apostas, por vezes ridículas, e ao longo do tempo a dificuldade de as realizar e os prémios em jogo, eram cada vez mais elevados.

Mas quase no final do ano lectivo, o Wilson fez-me um desafio: “Se conseguires arranjar cinco fotos da tua namorada nua dentro de 15 dias, a minha mota é tua, caso contrário, eu fico com a tua moto”. Eu não sei o que tinha na cabeça para aceitar.

Eu estava a pôr em jogo a minha namorada e a minha moto que tanto me tinha custado a comprar, num aposta estúpida, mas jogo é jogo, e já não podia voltar atrás. E agora estava com um grande problema entre mãos: como conseguir cinco fotos da Gabriela nua.

Sempre que estava mais intimamente com ela, tentava de uma maneira ou outra, imaginar como conseguiria enganá-la, ia ser impossível.

Os dias passavam e a minha angústia aumentava, faltavam poucos dias para perder a minha moto, o Wilson foi esperto, porque sabia que a Gabi era uma miúda tímida e que dificilmente aceitaria tal proposta, e só dessa maneira ele colocaria em jogo a valiosíssima moto que os pais lhe tinham oferecido, e que o fazia ser tão popular no meio feminino.

O tempo passou, faltava apenas um dia para expirar o prazo, e decidi ir falar com ela, contei-lhe tudo e para meu espanto, ela aceitou entrar no jogo para salvar a minha moto. Fomos para casa dela, e enquanto eu preparava a máquina e o espaço para as fotos, ela vestiu uma lingerie sensual. Começamos uma fantástica sessão fotográfica. 

Nunca tinha imaginado a Gabi uma mulher tão ousada. Esfregou o corpo com óleo bronzeador, o que deixou o corpo brilhante e cheiroso. De seguida, dançou para mim numa sensual dança do ventre, onde todas as curvas do seu corpo torneado faziam as delícias do meu olhar. Que espectáculo…

Depois de o ambiente estar bem quente, decidiu colocar um preservativo num pequeno e discreto vibrador, que surpreendentemente tirou da gaveta da mesa-de-cabeceira, e começou a lamber, a chupar, a tocá-lo no peito… Eu, continuava a clicar ao som da objectiva, a apanhar todos os pormenores e a deleitar-me com aquela mulher ali mesmo a dois palmos de mim.

Mas o momento alto foi quando ela decidiu se penetrar com aquele objecto plastificado com látex, e depois de suaves, calmas e saborosas penetrações, deu-mo a chupar, com todo o seu sabor mais íntimo e excitante. Todo aquele terrível jogo de sedução deu origem, provavelmente, à meia hora mais intensa e tórrida de sexo das nossas vidas.

No dia seguinte, apresentei-me à hora marcada. O Wilson já lá estava, sentado, com a folha para consumarmos a troca de nome da moto. Eu aproximei-me e entreguei o CD. Ele quis confirmar, pensava que estava a fazer bluff. 

Ligou o portátil e ficou vidrado ao ver a Gabriela nua, a tocar-se, a acariciar-se, a penetrar-se. Naquele momento, ele foi obrigado a assinar a declaração de venda. Eu acabava de ganhar uma moto de 15 mil euros… yuppiiiiii….

Pois, mas as coisas não ficaram por aqui, o Wilson não soube perder, e totalmente enfurecido por ter perdido a moto, divulgou todas as fotos da Gabriela pela escola e pela internet. E quando a noticia se espalhou, ela e os pais foram obrigados a mudar de cidade… Nunca mais consegui falar com ela, não sei onde vive, nem o que faz…

A única recordação que guardo dela, são aquelas famigeradas fotografias…

Foto: M. Deutsc (Corbis.com)

* Porta Encostada



A vizinha do meu apartamento era mais velha do que eu, mas ela olhava para mim de um modo especial. Nós apenas trocávamos simples cumprimentos. No entanto, sempre que nos cruzávamos, sentia que ela me comia com os olhos, e tirava todas as medidas do meu corpo.

Eu ficava sempre a pensar se era a minha imaginação a funcionar ou se ela se sentia atraída por mim. Ela era proprietária de uma rede de cabeleireiros na Linha de Sintra, com lojas em Queluz, Massamá, Cacém e Mem Martins, no entanto eu nunca a vi acompanhada com ninguém, ela estava sempre sozinha. Parecia ser uma mulher bastante independente.

Naquele final de tarde, quando eu regressava a casa, achei estranho o facto da porta da casa dela estar apenas encostada, e fiquei preocupado, pois não ouvia barulho, nem via ninguém. Ousei entrar. Teria acontecido alguma coisa? A casa teria sido assaltada?

Entrei e ouvi o barulho a vir do Wc e perguntei em voz alta: ”Quem está ai? Vizinha, está tudo bem?” E nesse momento, ela abriu a porta, e todo aquele vapor, com um doce aroma, se espalhou pela casa. No meio daquele nevoeiro, apareceu ela, totalmente enrolada num lençol de banho, e com o cabelo molhado.

Ela assim que me viu, ali à sua frente, no corredor de sua casa, deixou cair a toalha de banho no chão, deixando aquele corpo totalmente nu à minha frente. Aquilo foi sem dúvida um convite.

Não sei bem o que se passou na minha cabeça, mas cheguei junto dela e toquei-lhe. Ela não reagiu. Agarrei-a e levei-a para o quarto. Deitei-a na cama, e sem trocarmos uma única palavra, penetrei-a de uma forma forte e intensa, que fez com que ela libertasse um forte gemido. 

Talvez tenha sido bruto, mas ela estava bem preparada para me receber dentro do seu corpo. Peguei num pedaço de tecido que estava em cima da mesa-de-cabeceira, e amordacei-a, de modo a ela não fazer mais barulho.

Não sei o que passou pela minha cabeça, mas aquela mulher despertou em mim, um forte instinto animal, e eu queria usar e abusar daquele corpo. Aquele momento quase parecia uma violação, com a vítima a autorizar. Os gemidos agora eram mais contidos, mas apenas o facto de sentir a sua excitação, era a prova que todo o meu desejo e prazer estavam a ser correspondidos. Eu mandava, o corpo dela era meu.

Senti que aquela submissão estava a provocar-lhe orgasmos consecutivos, pois o tremer das suas pernas, juntamente com os gemidos contidos, não me passavam despercebidos.

Acabei por penetra-la onde não existia lubrificação, mas não senti que o corpo dela me rejeitasse, muito pelo contrário. Ela gostou, e iniciou um movimento mais intenso com a cintura, sendo ela a impor o ritmo. Ela resistia a tudo.

O meu corpo é que já não conseguia resistir a muito mais, e desse modo acabei por lhe tirar a mordaça da boca. A sua boca ficou livre por muito pouco tempo. Ela chupou-me de forma intensa, e agora era ela que estava a abusar de mim, sem piedade. Fui sugado, com a minha excitação tocar-lhe bem fundo, na sua garganta.

Era impossível conseguir resistir a uma mulher daquela maneira, e acabei por lhe oferecer todo o meu quente prazer. Naquele quarto viviam-se um ambiente quase pornográfico.

Mais calmo, e eu pedi-lhe desculpas por aquele meu comportamento animal e quase violento, que não fazia parte da minha personalidade. Ela riu-se para mim e disse-me: “vou deixar a porta, muito mais vezes encostada…”

Foto: Angelo Cavalli (Corbis.com)

* Estudantes Deslocados


Ter ido estudar para o Porto foi algo que me marcou, pois fui para um local desconhecido para mim, onde não conhecia ninguém e não tinha família nem amigos. Na minha turma, apenas a Sara também era deslocada, pois todos os outros colegas moravam na cidade, ou nos arredores. 

Assim, nós os dois, criamos uma boa amizade, compensando a distancia do nosso lar e da família. Eu vivia sozinho num quarto na zona da Boavista, e ela dividia uma casa, com uma estudante de arquitetura, na zona da Trindade.

Eu achava a Sara uma rapariga interessante e inteligente, e estávamos quase sempre em contacto, pois quando não estávamos juntos, trocávamos mensagens pelo telemóvel ou falávamos no MSN ou no Facebook. Nas ultimas semanas, talvez devido à nossa proximidade, acabamos mesmo por trocar um ou dois beijos, mas não de muito importante.

Naquela noite, cada um no seu quarto, estávamos a fazer uma pesquisa conjunta, sobre um assunto que iria ser discutido na aula, da manhã seguinte. Não sei se seria por sentirmos falta de amor ou carinho, mas muitas vezes, o nosso estudo e as nossas pesquisas tornavam-se atrevidas, e entravamos em assuntos quentes. Foi o que aconteceu naquela noite. Seria pela minha abstinência há mais de um ano, tal como ela?

A webcam ligou-se, e olhos nos olhos, eu não sei o que poderia acontecer, mas posso confessar que já imaginava a Sara nos meus braços, a alimentar a fome do meu corpo. No entanto, a nossa conversa foi interrompida com a chegada da sua companheira a casa, quando algo estava prestes a começar. 

Ela disse-me: “tenho de sair…até já…” e saiu, levantando-se da secretaria, em direcção à outra jovem, sem desligar a webcam. Quando ela se levantou, consegui perceber na sua túnica, o relevo excitado do seu peito. A recém chegada estudante de arquitectura, reteve a Sara numa conversa demorada que parecia não ter fim. Eu estava a ficar farto de esperar, e a fechar os olhos de sono.

Mas, os meus olhos abriram-se por completo, quando vi os lábios das duas mulheres a tocarem-se. Seria verdade ou alucinação? Durante largos minutos, vi aquelas duas mulheres a envolverem de uma forma carinhosa e sensual. 

A futura arquitecta começou a mostrar-se mais activa, e suavemente tirou a túnica à Sara, e empurrou-a para a cama. A Sara não reagia, e permaneceu totalmente passiva. Ela estava a sucumbir ao desejo. As duas bocas voltaram a tocar-se, e as línguas entrelaçaram-se. A Sara começou a ser beijada em todo o corpo, com a sensualidade e cuidado que apenas uma mulher consegue oferecer. 

Não é difícil de imaginar que aquela língua apenas terminou no seu quente tesouro. Parecia delicioso. A sua amiga afastou-lhe lábios melados, de forma extremamente carinhosa, e percorreu os seus trilhos, recolhendo todo o excesso que ia chegando do seu interior.

Acabaram por trocar de posição, mas a Sara estava nervosa, e não conseguiu dedicar-se com a mesma ternura ao corpo da sua amiga, tirando da gaveta da sua cama, um brinquedo que certamente a acompanharia nos momentos mais solitários. Aquele brinquedo não parou, entrando vezes sem conta no corpo daquelas duas jovens. 

Eu não queria acreditar no que estava a assistir, na deliciosa entrega de dois corpos femininos, totalmente nus, a um prazer que parecia interminável. A Sara gostava de mulheres, ou apenas se deixou entregar para matar a fome guardada dentro do seu corpo?

Eu não consegui perceber os momentos máximos de prazer das duas, mas adorei assistir ao momento em que aqueles dois tesouros se tocaram, e se esfregaram bem molhados um no outro. O desgaste foi tanto, que acabaram as duas por adormecer, sem roupa, em cima daquela cama.

Será difícil imaginar o estado em que eu fiquei, e o que eu fui obrigado a fazer? No dia seguinte, quando chegamos às aulas, a Sara chegou junto de mim um pouco envergonhada, mas eu matei logo o assunto: “Sara, desculpa, ontem quando chegou a tua amiga, e te levantaste, eu desliguei o computador e fui para a cama. Eu estava muito cansado. Ainda tentaste falar comigo depois?” 

Ela respirou fundo, e abanou a cabeça de forma negativa… Nem ela imagina que eu assisti a tudo…

Foto: _ (Corbis.com)