* Entrada na Faculdade



A Lara vivia apenas com a mãe, e nem conhecia o pai. Ela foi fruto de uma aventura adolescente, e a mãe ficou grávida com apenas 15 anos. No entanto, mesmo com a filha nos braços, estudou, licenciou-se, e conseguiu um importante cargo numa das maiores farmacêuticas mundiais.

Pelo facto de a diferença de idades entre mãe e filha ser tão pequena, a maioria das pessoas pensavam sempre que eram irmãs, até porque fisicamente, a Lara era praticamente igual à mãe. Como a mãe se deslocava diversas vezes à Alemanha, em trabalho, eu durante esses dias ficava sempre dormir em casa da Lara. Eu era mais velho que a Lara, mas ela apesar de ser mais jovem, tinha uma maneira de pensar bastante avançada. Aquelas noites eram aproveitadas ao máximo, e dormíamos sempre na cama da mãe, por ser uma cama de casal, e com um colchão de água delicioso.

Naquela noite, eram afixados os resultados de entrada para a universidade da Lara, e fomos os dois ansiosos até à Cidade Universitária. Foi com grande entusiasmos que ela soube que tinha entrado no curso que sempre tinha sonhado. Ficou eufórica, radiante, electrizada. Voltamos para casa e tivemos uma noite tórrida, sem direito a pausas, nem descanso, e muito menos dormir. Ela estava tão feliz e radiante que queria tudo.

Nessa noite, ela pediu-me para entrar dentro de uma zona do seu corpo, onde nunca ninguém tinha entrado. Depois de tanta acção, por volta das 5 horas da manhã, eu acabei por adormecer.

No dia seguinte, quando acordei, ouvi barulho no quarto e senti o cheiro do perfume da Lara, e sem abrir os olhos disse: “anda, vem aqui para o meu lado, quero voltar a sentir a tua boca…” Aquelas palavras serviram de ordem. Comecei a sentir aqueles lábios a chuparem algo que estava murcho e cansado, e que rapidamente se transformou numa fonte de energia, quente, dura e pronta para tudo. Aqueles lábios quando sentiram que ali já tinham feito o seu trabalho, subiram pelo meu peito, até à minha boca.

Nesse momento, abri finalmente os olhos, e tive a maior surpresa da minha vida: a mãe da Lara. Eu não acreditava no que lhe tinha dito. Eu estava nu, deitado na sua cama. Eu não me lembrei que ela e a filha, usavam exactamente o mesmo perfume. Ela apercebendo-se do meu espanto e falta de reacção, colocou o dedo nos meus lábios, dando-me ordem para eu não dizer nada. Voltou a beijar-me, e retirou a pouca roupa que ainda tinha vestido. Foi fantástico observar as semelhanças que o corpo dela tinha com a Lara.

Incrivelmente, entrei dentro daquela mulher, que me confessou ao ouvido: “liberta este desejo que está dentro de mim, há mais de 5 anos que se vem acumulando, mas nunca encontrei o homem certo para o libertar. Saboreia o meu desejo. Aproveita-te de mim, abusa de mim, devora-me com força… dá-me prazer…”.

Foi impossível negar este pedido, e aquela cama provavelmente nunca tinha sentido nada tão intenso. Naqueles momentos, senti a verdadeira essência da genética humana, pois os movimentos, os impulsos, as contracções, os gemidos que aquela mulher fazia, eram exactamente iguais aos da Lara. Tal mãe, tal filha.

Se eu fechasse os olhos, dificilmente conseguiria diferenciar uma da outra. Bem, a diferente apenas foi facilmente notada, quando aquela mulher explodiu de uma forma exuberante. Que loucura, aqueles gritos de prazer provocaram em mim uma violenta e intensa descarga de satisfação, que ela fez questão de saborear, com os olhos a brilhar, e com a língua a percorrer os lábios, tal e qual com a Lara sempre faz. Ela demonstrou uma deliciosa devassa feminina.

No Final, ela ligou à Lara dando a notícia que tinha chegado um dia mais cedo, e ela disse-lhe que estava na faculdade, excitadíssima e eufórica, praxada, a fazer a inscrição no curso, e a viver com grande intensidade, o seu primeiro dia da sua nova vida académica.

Eu nunca imaginei, que com tão poucas horas de diferença, poderia saborear o delicioso corpo de uma mãe e de uma filha. E agora? Será que a mãe vai contar à filha? Conto eu? Ou ficará um eterno segredo?

Foto: Gabriela Medina (Corbis.com)

* Entre o Sol e a Lua


Todos os verões, os fins-de-semana na praia de Sesimbra eram prósperos em novas amizades. Criava sempre um grupo, que começava com 4 ou 5 pessoas, e que ia aumentando até ao final do verão.

O nosso local era conhecido, sempre ao lado do Forte de Santiago. Conversas, histórias, aventuras, amigos e muita diversão.

Este ano, juntou-se a nós, alguém que não me deixou indiferente. O corpo não era fantástico, mas o sorriso, a maneira de falar e de se exprimir, aliado a um misterioso olhar, mexiam comigo de uma forma, como eu nunca tinha sentido antes. Licenciada, inteligente e intelectualmente muito interessante. Eu adorava ouvi-la falar, e expressar as suas ideias e pontos de vista.

Nunca conseguimos ter uma conversa a sós, mas eu sabia que era alguém como ela, que eu queria para mim. Ela era romântica e apreciava homens românticos. Eu tinha de usar todas as armas para a conquistar. Já estávamos em Setembro e o Verão a terminar, e eu corria o sério risco de nunca mais a ver.

Nesse mesmo dia, ela ficou sem boleia para casa, e eu prontamente ofereci-me para a levar. Era a minha oportunidade. Ela morava na margem sul, bem perto do rio. Decidi levá-la a casa de barco, pois acho que deste modo ia conseguir surpreende-la, e assim provar o meu romantismo.

Esperei que todo grupo se fosse embora da praia, e pedi-lhe que ela esperasse por mim, pois iria atrasar-me uns minutos. Apareci na praia de barco, e chamei por ela. Ela ficou sem reacção. Ficou fascinada e subiu para junto de mim.

Avançamos sobre o mar em direcção à barra do Tejo, mas com o cair da noite, decidi parar o barco, mesmo ao largo do Cabo Espichel, para podermos apreciar o Pôr-do-Sol, mesmo com a Serra da Arrábida atrás de nós. 

Nesse momento, surgiu o nosso primeiro beijo. Longo, demorado e saboroso, no exacto momento em que o astro-rei se despedia da linha do horizonte. Há muito que ansiava por beijar aquela boca.

Já com noite serrada, avançamos para a barra do Tejo, passando ao largo do extenso areal da Costa de Caparica, sempre trocando beijos e carícias. Mas quando começamos a avistar o Farol do Bugio, deparamo-nos com a Lua Cheia, a surgir sobre a cidade de Lisboa.

Avancei até à entrada do Rio e deixei o barco à deriva. Os nossos corpos colaram-se e foram se despindo, como se fosse uma ordem da Lua, naquela noite quente. O ritmo da nossa atracção era marcado pelo baloiçar do barco. Foi forte, muito forte. A imagem doce e meiga que eu tinha daquela mulher, estava agora transformada, pela forma louca, desvairada que ela se aproveitava do meu corpo. Nunca a tinha imaginado assim.

Os nossos corpos rebolavam, em constantes mudanças de posição. Adorei sentir o peito dela, colado ao meu. Foi muito bom ouvir aquela doce voz, a fazer-me pedidos ordinários ao ouvido. Nesse momento percebi que detrás daquela mulher serena e inteligente, estava uma mulher ardente e intensa.

Foi fantástico entrar dentro do corpo dela, sempre ao ritmo que era imposto pela ondulação do Tejo. As gaivotas que sobrevoavam a embarcação eram a únicas testemunhas do nosso desejo e do nosso prazer. Que momento delicioso que vivemos os dois.

Ficamos durante algumas horas, sem roupa e com os corpos colados, a saborear o calor da noite e a observar o percurso da lua, naquele cintilante céu estrelado…

Foto: Ford Smith (Corbis.com)

* Moranguinho


A Ana, a minha namorada, fazia parte da produção de uma famosa serie juvenil da TV portuguesa, e desta forma, tornou-se amiga de muitos destes jovens actores, que deram os primeiros passos na representação, em personagens desta série.

No ano passado, eu e a Ana aceitamos o convite do David, um destes jovens, que facilmente se tornou um símbolo para as mulheres em Portugal, e que estava a realizar um curso de representação em New York, para tentar enriquecer o seu curriculum.

Foi sem duvida uma grande oportunidade para ir visitar a “big apple”, ficando hospedado num apartamento típico do centro da cidade. O David em Portugal era famoso e um sex symbol alvo de todos os olhares, mas naquela cidade era um simples anónimo, passando despercebido no meio da multidão.

Foi no segundo dia, que a “bomba” estoirou, pois durante o jantar, o David surpreendeu-nos com uma notícia que ninguém esperava: ele gostava de homens. A Ana que tinha trabalhado com ele durante um ano não queria acreditar, e questionava como era possível, um homem lindo, com tantas mulheres a deseja-lo, preferir estar com homens. A Ana, em tom de brincadeira, chamava-o sempre de “Moranguinho

Este assunto prolongou-se durante toda a noite, e o David estava efectivamente convicto dos seus gostos, dizendo de uma forma clara, que jamais voltaria a entrar dentro de uma mulher. Se este assunto se tornasse público, seria uma grande desilusão para muitas jovens, que sonhavam ter alguém como o David a seu lado.

A Ana parecia não desistir, e de uma forma talvez desesperada e inesperada, começou a tirar a roupa à nossa frente, mostrando-lhe o seu peito, e convidando o David a experimentar uma mulher, nem que fosse a ultima vez na sua vida… Fiquei sem reacção… a minha namorada a oferecer-se a outro homem, mesmo à minha frente??? E será estranho confessar que aquela ideia excitou-me?

O ambiente tornou-se tenso, e a Ana começou a tirar a roupa do corpo perfeito do jovem David. O corpo dele era invejável, perfeito e bem definido, digno dos Deuses do Olimpo. Ela tocou-lhe no peito, no abdómen, beijou-o. Ele imóvel, reagiu sexualmente, ficando visivelmente excitado.

Ela continuava empreendedora, e tirando-lhe a pouca roupa que ele ainda tinha vestido, com ajuda da sua mão, lambeu, chupou e saboreou, mas ele desabafava: “os homens fazem isso muito melhor…

A Ana não desistiu, e fez o David entrar dentro dela, naquele sítio que eu adorava, e onde eu adorava estar, e deixar o meu prazer. Eu não acreditava no que estava a ver, e muito menos no que estava a sentir, pois estava incrivelmente excitado ao ver a minha namorada a ser penetrada por outro homem. Ele percebendo o estado em que me encontrava, chamou-me para junto dele, e chupou-me… incrivelmente…

Tudo estava a ser inesperado e complexo, mas delicioso… O prazer foi compartilhado simultaneamente, de uma forma tripla. O David tinha jurado nunca mais voltar a estar com uma mulher, e teve um orgasmo incrível… Eu nunca tinha imaginado ser chupado por um homem, e tive um orgasmo delicioso… A Ana nunca tinha sentido um homossexual dentro de si… e teve um orgasmo perfeito.

Porque será que me excitou ver a minha namorada com outro homem? E porque será que a Ana adorou ver-me a ser chupado por outro homem? Será que o que mais excitou a Ana foi ele ser um sex symbol desejado por outras mulheres? E será que a Ana fez isto tudo para me provocar? Para ver a minha reacção? Seria uma fantazia dela, exibir-se assim, e transformar-me num corninho? E o David, o que lhe deu verdadeira mente prazer, eu ou ela?

Tudo tão inesperado, tão complexo, tão estranho… mas tão saboroso…

Foto: _ (Corbis.com)

* Ao ritmo do DJ


Aquela cidade do centro de Portugal, decidiu despedir-se do Verão, com um festival de música electrónica, nas muralhas do castelo.

Foi sem dúvida um evento que levou muita gente à cidade, até porque os cabeças de cartaz, eram os melhores DJ’s regionais, nacionais e internacionais.

Confesso que era um tipo de música que nem sempre me fascinava, mas na companhia dos amigos, sabia bem “abanar o capacete”. E pronto, vários colegas de trabalho decidiram mergulhar nas muralhas daquele castelo, para uma noite com uma batida forte, e eu acabei por acompanhá-los.

Estava uma noite quente, e uma multidão naquele castelo. O ritmo era intenso, e todas aquelas pessoas abanavam o corpo ao ritmo da música. Eu também dancei, até descobrir uma mulher maravilhosa, que estava a trabalhar no bar junto do torreão. Cabelo escadeado pelos ombros, madeixas loiras, e os olhos maquilhados de preto. Ela podia não ser a rainha daquele castelo, mas certamente seria a plebeia mais bonita.

Tentei meter conversa, tentei saber o nome, perguntei a idade… e nada. Ela ria-se da minha insistência, mas não me respondia. Mas eu não desistia, e dizia-lhe: “vou esperar por ti, e vou-te seguir… vim de longe para te conhecer, e agora não posso te deixar fugir…” Talvez eu tiver a ser um básico sedutor, com palavras vulgares, mas ela estava a gostar do que ouvia.

Ela continuava a sorrir ao meu assédio, servindo todo o tipo de bebidas aos clientes. Eu não desistia, e mantinha-me encostado ao balcão num monólogo, onde a única reacção que conseguia obter eram sorrisos. Já a noite ia alta, quando finalmente ela interagiu comigo e disse-me: “tenho de ir ao armazém, tu vais ficar ai a falar sozinho?

* Bola de Pilates



Desloquei-me ao norte para dar a aprovação final a dois trabalhos que foram realizados, com o objectivo de melhorar a eficiência energética em edifícios.

O primeiro espaço que visitei foi um ginásio perto de Santa Maria da Feira, que apesar de pequeno, teve uma grande intervenção técnica. Era domingo, e o espaço estava fechado ao público, mas como eu ainda tinha a chave do local, aproveitei para verificar tudo mais calmamente, e fazer um registo fotográfico de todo o trabalho.

Eu pensava estar sozinho no edifício, mas ouvi algum barulho numa pequena sala, que existia na semi-cave. Ousei espreitar. Vi um corpo feminino, bem definido, a realizar exercícios com uma bola de Pilates. Achei engraçado, e misteriosamente e em silêncio, fiquei a assistir aos movimentos daquele corpo feminino com aquela bola. O corpo daquela jovem alongava-se e enrolava-se de uma forma sensual e perfeita.

Eu estava a ficar excitado com aquela imagem, e com a maquina fotográfica que tinha comigo, tentei registar aquele momento, onde ela estava bem esticava, e equilibrada na bola de Pilates. Consegui três fotos, mas entretanto ela ouviu o barulho da fotografia, assustou-se, desconcentrou-se e caiu. Fui até junto dela para me justificar, dizendo que estava a adorar, e tinha uma incrível curiosidade em experimentar uma aula de Pilates (mentira… eu estava mesmo concentrado era no corpo dela).

Ela sorriu, apresentou-se como professora naquele ginásio, e convidou-me a inscrever-me para poder frequentar as suas aulas. Eu disse que gostava de experimentar primeiro antes de efectuar qualquer inscrição, e ela disponibilizou-se de imediato para fazer comigo 4 ou 5 exercícios.

E foi durante aqueles exercícios, que os corpos se tocaram diversas vezes. Ela gostava de sentir o meu toque masculino, e eu adorava a sua suavidade feminina. Estávamos num tímido jogo de toques, no entanto, aproveitando um exercício, coloquei as minhas mãos na sua cintura. A força das minhas mãos electrizou o seu corpo. Eu, sentido aquela vibração, decidi puxar o seu corpo, fazendo as suas nádegas encostarem-se à minha cintura. 

Aquele movimento, inevitavelmente, sugeria o clássico movimento, quanto um homem entra dentro de uma mulher por detrás. Se já existia algum desejo, o apetite acabou por falar mais alto, quando ela deixou-se cair, de barriga para baixo, sobre aquela bola fofa, deixando-se bem empinada na minha direcção.

Senti que aquilo era um pedido para eu utilizar o seu corpo, e naquele ginásio vazio, fomos perigosos e inconscientes, e aquela bola, marcou o ritmo perfeito, dos impulsos que eu lhe ofereci. Baloiçámos um sobre o outro, sempre que eu fortemente fazia questão de entrar por completo dentro do seu corpo. Aquela bola, parecia um baloiço que ritmava o nosso prazer.

Eu aumentava a força dos impulsos, mas ela aguentava tudo, eu sentia que estava a abusar, mas ela resistia. Mudamos de posição, e eu sentado naquela bola, ela sentou-se em cima de mim, e dominou-me a seu belo prazer. Ela usou-me por completo, ditando a força e a intensidade, com que eu preenchia o seu interior. Agora parecia ser ela a abusar, mas isso não me incomodava nada, eu adoro ser assim usado por uma mulher, preenche-la, dar-lhe prazer, desfrutar do interior do corpo feminino.

De repente, ela decidiu abrandar todo aquele ritmo frenético, e lentamente, totalmente preenchida por mim, ofereceu-me um delicioso espectáculo. Ela ritmou uma secreta dança do ventre, no seu corpo bem torneado pelo exercício físico. Mais uma vez, aquela bola foi o suporte de todos os movimentos circulares que ela fazia, mostrando-me o seu ventre liso, embalado também nos movimentos do seu peito.

Ela aguentou-se bem, até morder o seu lábio inferior, e soltar um gemido desconcertante. Ela tinha acabado de sentir o verdadeiro gozo de ser mulher. Eu vacilei naquele momento, e com ela já a sair de cima de mim, direccionei tudo para cima daquela bola… onde o meu prazer ficou a escorrer… 

Depois de tantos abusos, acho que foi verdadeiramente abusada naquela tarde, foi aquela “Bola de Pilates”…

Foto: xxx (Corbis.com)

* Nas Nuvens


Se há coisas que eu adoro fazer, é conduzir sozinho o balão de Ar Quente do meu tio Antão. Ele quando era mais novo, fazia longas e demoradas viagens, e por vezes eu acompanhava-o, e ele ensinava-me a arte de manusear aquele aparelho.

Entretanto, o meu tio Antão ficou mais velho e doente e decidiu que aquele balão ficaria para mim. Foi com muito orgulho que recebi aquela oferta de uma pessoa tão especial.

No centro de recolhimento onde o meu tio estava internado, ele contava a toda a gente as suas aventuras de balão, e a Enf. Ângela gostava sempre de ouvir as suas histórias, e confessava que adorava se sentir assim livre, no ar, nas nuvens, longe de todos os problemas da vida. O meu tio Antão disse-lhe logo, que eu seria um excelente cicerone, para a levar ao céu.

Combinei com ela no sábado, às 15h, e apesar de estar um dia lindo, o vento impedia que levantássemos voo. Tivemos de aguardar em terra que o vento acalmasse, e até foi bom, pois assim conversamos um pouco, e eu fiquei a conhecer melhor a Ângela. 

Fiquei fascinado com intelecto daquela jovem enfermeira, inteligente, perspicaz e ousadamente provocante. Ela dizia constantemente diversas frases que deixavam a dúvida no ar. Qual seria o significado daquelas insinuações? Eu fingia não perceber…

Bem, o vento acalmou, e começamos a subir. Eu adorava aquela sensação. A Ângela inicialmente assustou-se um pouco e acabou por se agarrar a mim. Será estranho se eu disser que foi o abraço que mais adorei até hoje? Meigo, carinhoso, ternurento….

* Atração na Discoteca



Naquele sábado quente de final de verão, a noite foi para comemorar o aniversário do meu amigo Rogério. O Jantar foi animado num Restaurante perto da Av. Roma em Lisboa, e a noite foi acabar numa discoteca perto do rio.

A noite estava animada, a pista de dança estava cheia, e existia aquela azáfama de mulheres sexy’s e bonitas, que tão bem caracteriza a noite de Lisboa. Adoro calças de cintura descaída, percings no umbigo, decotes sensuais, e naquela noite era coisa que não faltava ali, e nesta altura do ano, todas gostam de mostrar a sua pele bronzeada.

Eu estava na pista de dança, com o grupo da festa, mas fixei o meu olhar em alguém que fisicamente se enquadrava perfeitamente, no que eu gosto numa mulher. Morena com cabelo escuro ondulado, discreta mas sensual com uma pequena joia no nariz, perfeitamente maquilhada salientando a luminosidade dos seus olhos quase negros...

Eu não parava de olhar para ela, e já tinha sentido que ela, de um modo bastante mais discreto, também já tinha olhado para mim. Não sei se o meu olhar a incomodava ou agradava. Ela estava com um grupo de outras mulheres, e entretanto deslocou-se até ao bar, em busca de mais uma bebida.

Encostou-se, e debruçou o corpo sobre o balcão enquanto esperava para ser atendida. Que visão, parecia uma provocação a imagem da sua cintura estreita e perfeita. Senti verdadeiramente o poder da atração.

Ganhei coragem e decidi avançar, cheguei perto dela e encostei o meu corpo àquele rabo fantástico, que estava bem empinado. Ela sentiu-me duro, encostado a ela, mas não reagiu, ficou indiferente, ignorando-me. Ela tinha um copo com Vodka Morango Limão na mão, e calmamente começou a bebê-lo.

Ela não reagiu a dois ou três ligeiros movimentos que fiz com a cintura. Mas ela estava a gostar daquele jogo do rato e do gato, e quando terminou a bebida, pousou o copo, virou-se, ficou olhos nos olhos comigo, e perguntou-me: “Vais ficar nisto a noite toda, ou tens algo melhor para mim?

Puxei-a e seguimos em direção à rua, e já no estacionamento, procurei uma zona mais discreta e mais escura para ficar com ela. Ela foi sempre comigo sem dizer uma única palavra, deixando-se dominar, mas sempre com um sorriso de quem estava a gostar do meu impulso. Parei no último carro do estacionamento, bem junto ao Tejo, e debrucei-a sobre o capot. Um Opel Astra cinzento, novinho. Eu baixei-lhe as calças e desviei lhe a roupa interior. Senti que ela estava bem preparada para me receber.

Ela tirou da sua mala a nossa proteção, e depois de devidamente revestido, senti a deliciosa sensação de entrar profundamente no seu corpo. Estávamos demasiado expostos, correndo o sério risco de estarmos a se observados, e em cima de um carro de um desconhecido, mas isso era provavelmente a última coisa que nos estava a preocupar naquele instante.

Eu adorei o ruído causado pelo excesso de excitação do seu corpo, era um som molhado. Tudo era demasiado carnal. O que se estava a passar entre nós era apenas sexo puro e duro, com alta intensidade. Ela tremia, quando as minhas mãos apertavam a sua fina cintura. 

Eu ofereci-lhe a deliciosa sensação que sempre adorei, tirar quase tudo, para depois entrar com força, batendo cá fora o que não conseguia entrar. Adorei quando parei numa penetração completa, e ela utilizou a sua mão para confirmar que mais nada poderia entrar. O toque dos seus dedos descontrolou-me. Acabamos por ficar rendidos. Ela ficou totalmente esticada em cima daquele carro, de olhos fechado, recuperando a sua respiração.

Entramos novamente na discoteca, e fomos os dois ao Wc, para tentar minimizar as provas do nosso perigoso pecado. Quando sai, tentei reencontra-la, mas nunca mais vi aquela mulher. Ela desapareceu. Não soube mais nada dela, nem sequer o seu nome… Porque será que ela desapareceu?

Foto: Fancy (Corbis.com)