* Velha Casa do Vampiro



Desde muito novo, que aquela Velha Quinta, era o local onde eu passava 15 dias de Julho. Era a colónia de férias da empresa, onde o meu pai trabalhava. Aquilo tornou-se um hábito, e depois dos meus 18 anos, fiquei um dos monitores da colónia. Aquela quinta tinha muitas histórias para contar.


Éramos oito monitores, quatro homens e quatro mulheres, todas pessoas, que cresceram com aventuras naquele lugar. Naquela quinta, no vale junto ao rio, existia uma casa velha, conhecida por todos, como a “Casa do Vampiro”. 

As pessoas mais antigas da aldeia, contavam que naquela casa viveu um homem velho, com uns dentes fora do normal. Muita gente desapareceu daquela aldeia e arredores, sem nunca mais ser encontrada. Conta a história, que era esse homem que as levava, para aquela estranha casa sem janelas, e ainda hoje lá existem marcadas de todas as pessoas que desapareceram.


Aquela era uma zona praticamente interdita da quinta, e aquela casa era apenas vista ao longe por todos. Todos os jovens adoravam a história, e ficavam fascinados com a estranheza daquela casa junto do rio. Naquela noite, depois de estarem todos os rapazes, de quem éramos responsáveis, a dormir, eu e os outros três monitores decidimos descer o monte, e entrar dentro daquela casa. Nem a Lua Cheia nos assustava.


Quando lá chegamos, empurramos a porta, e encontramos uma casa escura, com as paredes pintadas de negro e sem janelas. Era difícil conseguir ver o que existia lá dentro, mas aparentemente apenas existia uma cadeira, uma mesa e uma cama. Parecia uma humilde casa de campo. Existia umas escadas para uma cave, onde a escuridão era total, mas descemos. A visibilidade era nula, e foi nesse momento que o Filipe se lembrou, que quando era mais novo, era aquela escuridão, que pretendíamos para jogar ao quarto escuro. “Vamos ver como é assim”.



Começamos, e através dos sentidos e do toque, tínhamos de identificar o nosso amigo. Mas a brincadeira ficou mais adulta, quando o Filipe decidiu tirar a roupa e ficar totalmente tu. Todos nos rimos com a ideia, e todos o imitamos. Tornou-se uma brincadeira improvável. Todos excitados e todos a mexer na excitação de outro homem. Todos no sentimos, todos nos tocamos. Que estranho mas excitante momento.



No dia seguinte, contamos às raparigas que tinhas entrado na “Velha Casa do Vampiro”, e ela ficaram curiosas, quiseram saber tudo, e depois de contarmos que se tratava de uma casa velha e vazia, acabamos por combinar em lá voltar nesta noite. Lá fomos todos, mas nas raparigas, a Maria João era a mais ansiosa por conhecer a casa. A Cristina, a Nádia e a Nair estavam receosas.


Quando lá chegaram tiveram uma surpresa com a simplicidade do espaço, e quiseram conhecer também a cave, e quando lá chegamos a Maria João disse: “Este espaço é fantástico para jogar ao Quarto Escuro”. Todos os rapazes se riram. O que é certo, é que a aventura da noite anterior repetiu-se, mas agora com oito pessoas. Todos aceitamos o desafio e todos ficamos sem roupa. As nossas mãos percorriam todos os corpos, sem identificar o seu proprietário, os nossos dedos entravam onde era permitido entrar, no profundo e quente desconhecido do prazer. Onde estava o meu dedo? Quem me tocava? Quem me beijava?


Senti duas mãos a agarrarem-me em simultâneo, enquanto beijava alguém nos lábios. De quem seriam aquelas mãos? De quem seriam aqueles lábios? Os meus dedos acabaram por se alojar dentro do corpo de uma das mulheres, e através de um ritmo calmo e pousado, impus o ritmo certo, levando-a a um intenso momento de prazer. 

Mas logo de seguida, aqueles dedos ainda molhados conheceram o interior de outra das minhas companheiras, e o prazer ainda foi mais intenso. Nós não víamos nada mas sentíamos tudo. Naquela noite, foi indescritível o prazer que todos atingimos, de uma forma estranhamente anónima. 

Combinamos que na noite seguinte, iria entrar outra coisa, que não os dedos… Depois de tudo, a história daquela casa passou a ser diferente, mas apenas para nós.

Foto: Autor Desconhecido

* Ritmo Argentino

Eu sempre fui um péssimo dançarino, e naquele ano, os meus amigos decidiram oferecer-me, no meu aniversário, um voucher para uma aula de dança. Foi uma brincadeira, mas também servia para tentar-me entusiasmar, para nas próximas festas, como era habitual, eu não ficar apenas sentado, a ver todos a dançar.

Liguei para o salão, e agendei a aula para uma quarta-feira, às 22h. Quando lá cheguei, ainda não tinha decidido o tipo de dança que iria escolher, mas isso foi fácil de resolver, pois a única professora que estava disponível era a Argentina Dolores, a professora de tango.

Aceitei o desafio. Ela perdeu 10 minutos a explicar-me a essência, a sensualidade e o erotismo da dança. Depois, no restante da aula, ela mostrou-me os passos principais, as bases iniciais, e como os dançarinos se devem comportar.

Fiquei curioso, e no final daquela aula decidi marcar mais algumas sessões. Fiquei decidido em aprender mais. Nas aulas seguintes, a magia da dança, o ritmo e a melodia entraram no meu espírito. Quis mergulhar verdadeiramente na sensualidade argentina, e vesti-me sempre a rigor, e ela correspondia, com um vestido comprido e com meia de liga, que tornava tudo mais sensual e sedutor.

Com o passar do tempo, a dança tornou-se voraz, num ambiente vermelho, sedutor, quente. Ela começou a transferir o domínio da dança para mim. Entregou-se. Para ela, a essência da dança era o domínio do Homem. Tudo ficou mais intenso. Ela tornou-se num objecto frágil nos meus braços.

As minhas mãos dominavam o seu corpo quente, sentiam as suas costas e percorriam as suas pernas. Em algumas situações os rostos colavam-se, e os lábios raspavam uns nos outros. Se inicialmente ficava envergonhado com aqueles movimentos, com o passar do tempo tudo se tornou normal.

Naquele final de noite, ficamos sós no salão, sem ninguém por perto. A dança tornou-se mais quente do que habitual. A forma como a agarrava e a puxava contra o meu corpo, deixou-a totalmente fragilizada e entregue a mim. Num movimento mais rápido, ela agarrou a minha camisa e fez todos os botões rebentarem, mas a dança não parou. 

De seguida, passei a minha mão pelo seu pescoço enquanto ela se deitava para trás, oferecendo-me uma visão deslumbrante. A minha mão fez descair a alça do seu vestido, deixando-a apenas com as ligas. O botão das minhas calças também não aguentou muito mais tempo, acabando por saltar, com a força da mão daquela mulher. Ela começava a ficar submissa nos meus braços.

Ela beijou o meu peito, e num movimento descendente, tirou-me as calças, deixando-me como eu vim ao mundo. Ela apenas com as ligas, colou o seu corpo ao meu, num fantástico momento de sedução. Num dos passos habituais, ela levantou a perna e envolveu a minha cintura, puxando-me contra si. Aquele movimento foi a ordem que os nossos corpos esperavam. Entrei dentro do seu corpo, mas por pouco tempo, pois o ritmo da dança obrigou a um momento de afastamento dos corpos.

Desejoso daquele corpo, o meu braço puxou-a, e ela saltou, envolvendo as suas pernas na minha cintura, e fez com que eu entrasse profundamente dentro seu corpo. Os peitos colaram-se. Delirante. O ritmo da música fazia ela dançar comigo dentro de si. Os corpos acabaram por cair no chão, com um ritmo e uma profundidade de prazer incalculáveis. Ela queria sempre tudo dentro de si, e tinha sempre vontade de lhe dar mais forte, e cada vez mais intenso. Eu correspondia ao seu desejo, e fui implacável ao seu prazer.

Tudo foi fantástico, num ambiente de paixão e sedução. Libertei-lhe ferozmente o meu prazer enquanto ela se deleitava nos meus braços ao ritmo de uma música que não parava.

Naquela noite quente de verão, eu senti por dentro o verdadeiro ritmo argentino, e percebi o sentido de Tango Passion…

Foto:JGI (corbis.com)

* Amor em Movimento

Eu e a Marta adorávamos inventar situações loucas e perigosas, onde o objectivo era simplesmente o prazer. Na nossa história de amor, já se encontravam escritos muitos locais públicos, onde ousamos ser vistos ou espiados, mas acabamos por nos entregar por completo.

Naquele final de tarde, depois de sairmos da sauna, no ginásio no Parque das Nações, ousei desafiar a Marta para uma viagem de Taxi pela cidade, para escolhermos um sitio para jantar. Ela conhecia-me bem, e percebeu que aquele convite tinha um segundo sentido. E tinha mesmo.

Entramos num Mercedes junto da Gare do Oriente e pedimos ao taxista: “Circule pelas principais avenidas da cidade, não se preocupe com o tempo, quando decidirmos parar, nós avisamos…” O condutor era um jovem, aparentemente com a mesma idade que nós, e achou muito estranho aquele pedido, no entanto não hesitou e fez-se à estrada. Eu e a Marta também não hesitamos e tomamos conta do banco de traz daquele carro. Beijos demorados, beijos molhados e mãos ousadas preparavam a entrega total.

A saia do seu vestido dela rapidamente subiu, e o seu corpo chamou a minha lingua. Senti aquele sabor enquanto viajamos na 2ª circular, desde o Aeroporto até Benfica. A minha lingua sempre activa, subia e descia de uma forma rápida, e era ajudada pelos movimentos do automóvel. Sem reacção estava o condutor que seguia toda a nossa loucura através do retrovisor.

Foi na Estrada de Benfica que mudamos de posição, e passaram a ser os lábios da Marta a trabalhar. Como sempre, ela adorava fazer as coisas com uma calma enervante, demorando sempre aproximadamente um minuto até colocar tudo dentro da sua boca, adorando sentir o meu toque na sua garganta. No entanto, aquela língua hiperactiva não parava, procurando sempre o recanto mais saboroso.

Eu percebi o descontrolo do motorista, que estava a sentir-se excitado e louco por entrar na nossa aventura. Ele sem ser discreto continuou a viagem, mas deixando a sua excitação bem visível, tentado a sua sorte.

A Marta sorriu, e já perto do Marquês de Pombal sentou-se em cima de mim, de modo a ser penetrada por completo. Sim, encaixei no seu corpo na perfeição, eu sentado no banco, e ela em cima de mim virada para a frente. Nesta posição era impossível ser discreto, e algumas pessoas na rua e noutros carros começaram a perceber o que estávamos a fazer.

Buzinavam, gritavam e faziam sinais, mas a Marta também sabia ousar e provocar, com gestos que fazia com as mãos e com a boca. Aquela interacção excitava-nos, tal como os olhos do motorista sempre fixos no retrovisor. Foi num semáforo no final da Av. da Liberdade, à chegada aos Restauradores, que um grupo de ingleses começou a bater no vidro e a gritar: “Fuck, fuck, fuck…”

A Marta com uma mão no peito e outra tocando o terminal nervoso de todo o seu prazer, acelerou o ritmo e a intensidade com que tudo acontecia e obrigou-me a não resistir, debaixo do olhar daqueles estrangeiros.

O semáforo ficou verde e arrancamos, e tudo o que saiu de dentro de mim ficou bem dentro do seu corpo, deixando-a a pingar prazer. Ela adorava sempre sentir o movimento de saida de tudo o que eu deixava no seu interior, ela adorava cada pingo que saia de dentro do seu corpo.

Com o serviço completo, pedimos ao taxista para parar na Rua do Ouro. Não poderia ser melhor a rua para qualificar tudo o que tínhamos acabado de viver… Ouro, valioso momento de prazer. Com o taxista mais calmo e rendido ao odor que pairava dentro do automóvel, recebeu o pagamento e seguiu viagem.

Eu e a Marta decidimos jantar num restaurante, no Chiado, e para nosso espanto, na mesa mesmo ao nosso lado estavam os ingleses que assistiram a tudo e voltaram a gritar: “Fuck, fuck, fuck…”

Foto: Jason Stang (Corbis.com)

* Durante a Final


Tudo aconteceu no dia 04 de Julho de 2004, ou seja, no dia da Final do Euro2004, no Estádio da Luz, em Lisboa. Nesse dia, todo Portugal estava parado para assistir pela primeira vez à selecção de futebol, numa final de uma grande competição de futebol, num jogo contra a Grécia.

Eu, inesperadamente e quase em cima da hora do jogo, recebi um convite para ir ao estádio. Fantástico.

Fiz-me ao caminho sem tempo para me preparar, e apanhei o Metro na Linha Azul em direcção à estação Colégio Militar, tal e qual como estava, com uma calças de fato de treino e um t-shirt.

Mas a verdade é que o Metropolitano estava insuportavelmente cheio, e devido ao excesso de passageiro, o comboio acabou por parar perto da Estação da Laranjeiras. Toda a gente muito apertada, e eu estava entre duas mulheres com um cachecol da Grécia. De uma forma inevitável, e talvez pela forma apertada que o meu corpo estava encostado ao rabo daquela mulher, comecei a ficar excitado. Ela claramente também sentiu.

Era impossível disfarçar devido à falta de espaço, mas fechei os olhos e dei assas à imaginação. Ela nunca olhou para trás, mas no meio daquela multidão e daquela confusão, fez um movimento com a cintura, quase que a permitir algo, e discretamente e de uma forma rápida, ela meteu a sua mão dentro das minhas calças para confirmar o que estava a sentir. Eu nem queria acreditar…

Logo de seguida o comboio iniciou a sua marcha, ela retirou a sua mão e rapidamente chegamos à estação de destino. No meio da multidão, perdi o rasto aquela mulher, no entanto nunca me esqueci de um rosto, que apenas conheci à saída da carruagem.

Já no estádio, deu-se inicio ao jogo. Eu não estava nada concentrado no jogo, e apenas pensava no que tinha acabado de acontecer. Foi estranhamente inesperado. Olhei em meu redor a tentar encontrar novamente aquele rosto, mas nada. O estádio estava repleto.

Esqueci-me do jogo, e retirei-me para beber algo no bar. Aquela zona do estádio estava vazia, mas foi no meio daquele deserto que ela apareceu. Seria uma visão??? Nada disso, era mesmo ela, com o seu cachecol da Grécia em direcção ao Wc. Quando ela me viu fez um grande sorriso e fez-me um sinal, como que a chamar-me na sua direcção, e continuou em direcção ao Wc feminino.

Estranhamente não hesitei e segui-lhe as pegadas entrando dentro daquele secreto universo restrito às mulheres. Ela estava escondida junto à entrada, e assim que entrei ela atacou-me, voltando a meter a mão exactamente no mesmo sitio, onde tinha estado destro da carruagem do metro. Desta vez eu consegui responder, e as minhas mãos também foram ousadas, agarrando aquele peito quase perfeito.

Esquecemos a possibilidade de alguém entrar naquele espaço, e quem entrou fui eu, entrei dentro do seu corpo, tal como os seus olhos me pediam. Ela dizia algo em grego, que eu não percebia, mas isso também não era importante. Com ela sentada em cima do lavatório, e com as suas pernas a envolver a minha cintura, dei-lhe tudo, completamente tudo, sendo a força das suas pernas que ditavam as regras.

Mantivemos toda a nossa tesão em ebulição até reparar que faltava pouco para o intervalo, e tudo foi rápido, acelerando o final daquele momento, e incrivelmente, ela quis que a minha marca ficasse registada no seu cachecol azul, e foi precisamente nesse momento que se ouviram os gritos e euforia de um golo da Grécia em pleno estádio. Ela teve um duplo momento de prazer.

Aquele dia foi muito marcantes em muitos pontos, e se a Grécia f… Portugal a nível futebolístico, eu da minha parte, f…. a Grécia, ou melhor, uma grega…

Foto:Ken Seet (Corbis.com)

"Na Corda Bamba" - Oposta Atracção

Hoje vou oferecer aos leitores deste Blog uma história extra, um conto da minha autoria que foi publicada na colectânea, "Corda Bamba", da editora Pastelaria Studios.

Trata-se de uma colectânea de 509 paginas, escrita por 91 autores, portugueses e brasileiros, onde são contadas histórias reais ou quase reais....

A apresentação deste projecto decorreu no dia 30 de Junho, na Fábrica de Braço de Prata, em Lisboa. Para os interessados, a compra deste livro poderá ser efectuada online, nos links abaixo indicados.

Aqui deixo o meu texto, com a minha participação neste projecto e também o meu muito obrigado pelo convite à "Pastelaria Studios".

Links

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 Oposta Atracção


Procurei em todo lado uma edição especial de um CD de “Metálica”, pois sabia que seria a prenda ideal para o aniversário do Ismael. Não foi nada fácil, mas acabei por encontrar à venda, em 2ª mão, num site da internet.

Comprei. Marquei o encontro, à hora de almoço, no Largo do Camões, no Chiado, em Lisboa. Ela chamava-se Patrícia, e vivia num bairro dos subúrbios de Lisboa, mas tinha sotaque do norte. 

Não gosto de chegar atrasado a nenhum encontro, e tive de ir a correr para fechar o negócio com a Patrícia. Eu levava a minha melhor roupa, um fato extremamente elegante da Armani, que comprei em Milão. 

Quando cheguei, deparei-me com uma mulher com estilo especial, cabelo escuro, tatuada, com piercing, e com um espírito jovem e rebelde. Ela entregou-me o CD, e eu fiz o pagamento. Os opostos atraíram-se, e ficamos ali, a conversa durante alguns minutos.

Confessei-lhe estar sozinho, pelo facto de a minha namorada estar a concluir um doutoramento nos Estados Unidos. Ela disse-me também estar sozinha, pois o namorado estava preso. Despedimo-nos, e cada um seguiu o seu caminho, mas nesse dia só pensava naquela mulher. 

Porque seria? Nós não tínhamos nada em comum… mas apetecia-me ligar-lhe, voltar a ouvir a voz dela. E nessa noite, depois do jantar, recebi uma mensagem no telemóvel: “Boa Noite Dr., Já verificou se está tudo bem com o CD?” Esta foi apenas a primeira mensagem de uma noite agarrado ao telefone. Nós não paramos, trocamos mil informações, segredos e desejos…

A nossa troca de palavras despertou as nossas carências, e alimentou a curiosidade de experimentar algo diferente, um estilo diferente… os dois queríamos provar os opostos. Depois de algumas horas a trocar mensagens, e já deitados na cama, ousei ligar-lhe. 

Eu queria voltar a ouvir a sua voz, e adorei. Já sabíamos tudo um do outro, e eu até já sabia que ela estava apenas a dormir de roupa interior. Esta informação despertou a minha imaginação e eu disse-lhe ao ouvido: “adorava ver o conjunto de todas as tuas tatuagem no teu corpo nu, e fazia questão de ser eu, a tirar-te as únicas peças de roupa que ainda tens vestida… Desejava estar contigo, agora, tocar no teu cabelo, tocar na tua pele, sentir o teu cheiro.”

“Adorava tocar os meus lábios nos teus, tocar a minha língua na tua… e penetrar na tua boca com a minha língua molhada… beijar o teu pescoço… beijar as tuas costas por completo, e tocar com a minha língua na tua coluna, deixando-te bem arrepiada…”

Eu estava a mergulhar na minha imaginação, mas a Patrícia estava calada a ouvir as minhas palavras, não conseguindo esconder uma respiração mais ofegante… Eu continuei, até porque me sentia envolvido nas minhas palavras: “eu deitava-te de barriga para cima, e beijava o teu peito. A minha língua tocava-te suavemente, lutando para que os teus mamilos ficassem bem durinhos…” Foi neste momento, que a Patrícia começou a interromper as minhas palavras, dizendo-me: “mais”… “desce”… “continua”…

“A minha língua descia, tocava-te no umbigo… tocava-te na cintura… arrepiava-te… descia pela tua perna, beijava o teu joelho”. Foi neste momento, que a Patrícia pediu-me para eu inverter o sentido da minha viagem, com uma voz cada vez mais ofegante “agora sobe, por favor”…  

...e eu respondi… “eu beijava-te as coxas, de um lado e outro, alternadamente, lentamente, calmamente… subindo pelo teu corpo de uma forma excitante… mas a minha língua perdia o controlo, e tocava-te no sítio mais desejado do teu corpo… suave e subtilmente, tocava-te, sentido o teu corpo a contrair-se… os meus dedos afastavam todos os obstáculos, para a minha língua encontrar o caminho perfeito do teu corpo… e lambia-te, lentamente debaixo para cima… terminando sempre suavemente no ponto mais sensível do teu corpo… ”

“Eu queria chupar-te, sugar-te… e tu ias adorar sentir a minha língua entrar dentro do teu corpo, abrindo caminho para te preencher com tudo o que tu querias… aquilo que neste momento está duro, grosso e forte, e está a morrer de vontade e desejo de preencher o teu corpo… não aguento mais…estou a ficar louco e só penso em penetrar-te… quero dar-te tudo, quero esfregar-me dentro de ti… quero derreter-me de prazer dentro de ti”  

O que aconteceu depois foi mútuo, e o prazer chegou pelo telefone de uma forma intensa. Eu gemi intensamente, dizendo o nome dela “uuuhh… Quero F….-te Patricia… uhhhhh” e ela, gritava de uma forma ritmada e descontrolada… Acho que fizemos amor por telepatia… 

E agora? A curiosidade e a vontade multiplicou-se… o que iria ser de nós… Iríamos resistir à traição?

Foto: Jim Craigmyle (Corbis.com)

* Moranguinhas Transmontanas


Eu desde muito pequeno, que no verão, viajo de Lisboa para Vila Flor, no distrito de Bragança, para passar uma semana, em casa dos meus padrinhos. Era uma semana passada longe da confusão da grande cidade, e eu adorava as pessoas do interior.

Eu adorava passear no campo, no meio das plantações, no meio do gado, no meio da Natureza. 

Naquele ano, arranjei duas amigas da minha idade, a Íris e a Margarida, que pelo facto de estarem longe da praia, aproveitam o Sol, numa zona muito discreta, perto de um velho palheiro.

Eu achava curioso, pois elas vestiam os seus bikinis, e aproveitavam os dias quentes de verão, como se tivessem na praia. 

Conhecemos-nos logo no meu primeiro dia, e elas com o seu sotaque do norte, e em tom de brincadeira, chamavam-me sempre “menino da cidade”.

Todos os dias eu passava naquele sitio, e aproveitava para conversar um pouco com elas. Elas faziam-me muitas perguntas sobre a vida na cidade, e eu matava a minha curiosidade sobre as tradições e costumes de Trás-os-Montes.

Elas eram as duas muito bonitas, com corpos bem definidos, que se vestiam, copiando um pouco, o estilo das vedetas que viam na TV. Eu para me vingar do facto de elas me chamarem “menino da cidade” comecei a chama-las de “moranguinhas transmontanas”.

Foi giro, como em poucos dias criamos uma forte amizade, e o tempo passou rapidamente. Elas, em tom de brincadeira, no meu último dia, foram a casa dos meus padrinhos, e colaram um “post it” no meu telemóvel, com a seguinte mensagem: “sms em papel…lol… aparece no palheiro às 15h… não te atrases”.

Eu já tinha tudo preparado, para apanhar o autocarro para Lisboa às 17h30, e fui ter com elas à hora marcada. Estava uma tarde muito quente, e quando entrei no palheiro, elas olharam para mim e riram-se, perguntando-me: “estás preparado???”… e sem me dar tempo de fazer perguntas, elas tiraram a parte de cima do bikini, ficando as duas em topless à minha frente. 

Fiquei doido e sem palavras… E elas continuaram: “agora mete esta venda, podes mexer com cuidado, e vais escolher quais as que gostas mais…” UAU… eu percebi que elas mudaram de posição para me confundir, e para eu não saber quais eram das Íris ou da Margarida.

Percebi que elas nunca tinham sido tocadas por um homem, e aproveitaram esta oportunidade para saborear o momento. Eu também nunca tinha tocado no peito de uma mulher, e as minhas mãos foram cuidadosas e meigas, percorrendo aquelas duas montanhas suavemente, sentindo a suavidade da sua pele. Era delicioso mexer assim no corpo feminino, e percebi que ela estava a gostar.

Quando troquei, senti que a outra rapariga era mais quente, e enquanto lhe tocava, senti a forte batida do seu coração. O meu dedo sentia os seus biquinhos bem duros, de tal forma que perguntei: “posso usar a boca?”, e elas responderam-me em coro: “nãooo…

Eu queria, apetecia-me e fiquei excitado. Eu estava a ser deliciosamente torturado, mas as minhas mãos continuavam a mexer, agora nas duas raparigas em simultâneo. Elas sabiam o meu estado, até porque era uma coisa facilmente visível, e que eu não conseguia esconder, e elas, para acalmar as coisas perguntaram-me: “pronto, tira a venda e escolhe, qual a que mais gostaste?” . Eu tirei a venda, e vi que era a Margarida, que estava bastante corada, e com o peito excitado. 

Eu sentia-me descontrolado, e apetecia-me abraça-la por detrás, e agarrar aquele peito, beijar-lhe o pescoço e segredar-lhe ao ouvido todos os meus desejos.

Mas existia um problema, pois mesmo que ela também quisesse algo mais comigo, eu estava sem tempo, e tinha de ir a correr apanhar o meu transporte para Lisboa. “Bolas”, e no meio de tudo o que aconteceu, nem os números telefone trocamos…

Foto: Thomas Kruesselmann (Corbis.com)

* Brincar aos Médicos


Todos os anos, nesta altura, nas férias de verão, eu passava os dias com a minha prima Catarina, na casa da minha avó, numa aldeia perto de Mafra.

Logo de manhã, quando os meus pais iam trabalhar, eles deixavam-me lá e só me iam buscar novamente à noite.

Passávamos dias bem divertidos, não precisávamos de consolas, nem de computadores para passar o tempo, porque a casa da minha avó tinha bastante terreno, e passávamos os dias ao ar livre, com brincadeiras saudáveis e pelo campo, no entanto, ela nunca largava o seu leitor de Mp3, pois adorava música e era fã dos Bon Jovi.

Naquela tarde, estávamos a fazer corridas com uma bicicleta e a Catarina caiu. Eu fui a correr em direcção a ela, a simular ser uma ambulância, a fazer o barulho da sirene, peguei-a ao colo e levei-a para o velho barracão no fundo do quintal, onde a minha avó guardava alguns utensílios agrícolas.

Ela dizia que estava bem, mas eu disse em tom de brincadeira, que ela tinha de ser vista por um médico. Vesti uma bata branca e velha da minha avó, e disse que eu era o médico, e tinha de observar o estado da doente. Ela estava a gostar da brincadeira e ria-se. Perguntei-lhe onde lhe doía. Ela disse que era na perna, e na barriga.

Deitei-a no relvado, e disse que tinha de ser observada ao pormenor. Liguei uma lanterna, e comecei a observa-la pelos pés. Fui subindo, observando e apalpando o seu corpo. Ela estava concentrada a fazer o papel de doente. Quando cheguei às partes mais íntimas da Catarina, detectei que estavam mais quentes do que o resto do corpo. E disse que aquela zona tinha de ser observada com mais rigor…

Despi-lhe os calções que ela trazia vestida, e ela ficou nua da cintura para baixo. Ela não reagiu, continuava séria, a alinhar na brincadeira.

* No dia da Festa



Eu namorava com a Carolina, há uns meses, mas ainda não tinha conseguido conquistar a confiança dos seus pais, no entanto, depois de muita insistência dela, eu acabei por ser convidado para a festa dos 25 anos de casamento, que os seus padrinhos estavam a organizar.

A festa realizou-se numa grande quinta, muitos convidados, muita comida, muita animação. O pai da Carolina fez questão que eu não me sentasse ao lado dela e sentou-nos frente a frente. Ele estava sempre a tentar controlar os nossos movimentos.

Apesar da educação da Carolina ter sido sempre muito rígida, num colégio militar em Odivelas, ela era uma mulher extremamente louca, e durante todo o almoço, ela esteve sempre a provocar-me. Como estava sentada mesmo à minha frente, ela descasou o sapato, e colocou o pé mesmo no meio das minhas pernas, tocando-me no sítio certo, ali mesmo, no meio de mais 200 pessoas.

Eu já não estava em mim, estava com dificuldades em comer, tal era o desconforto que estava a sentir com aquela situação, e pelo facto de estar incrivelmente excitado. No final da refeição foi anunciado que os cafés e os digestivos seriam servidos no relvado, junto da piscina.

Quando todos íamos em direcção à esplanada, a Carolina puxou-me pelo braço. Fomos em direcção ao parque de estacionamento. Quando lá chegamos, ela abriu a porta de um carro de classe alta, preto, que se encontrava estacionado no final do estacionamento, junto de um pequeno conjunto de árvores. Entramos num carro que ainda cheirava a novo, e ela rapidamente tirou-me o cinto e baixou-me as calças, enquanto eu repetitivamente lhe perguntava: “de quem é este carro??”. Ela apenas sorria, sem dizer uma única palavra. Ela estava interessada noutra coisa.

Deitou-me no branco de trás e serviu-se como bem quis do meu corpo. Sentou-se em cima de mim, fez o perfeito encaixe dos corpos, e cavalgou como uma mulher do velho Oeste Americano. Entrei por completo dentro do seu corpo. Ela saltava cada vez de um modo mais violento, não parecia estar interessada em mim nem no meu prazer. 

Apenas saltava, de olhos fechados, com as mãos no meu peito, e cada vez mais rápido e mais profundo… As suas unhas começavam a ficar marcadas na minha pele, dando sinal ela tinha entrado num caminho sem regresso. Eu estava a adorar ser abusado por ela, eu adoro que uma mulher abuse do meu corpo em busca do prazer, e ela sabia fazer isso na perfeição.

Entretanto, ela agarrou-me a gravata, e puxou-me até si, ordenando-me que lhe sugasse os mamilos dizendo: “suga-me toda… chupa-me que eu quero ter um orgasmo com a tua boca nas minhas mamas…”. Adorei ouvir aquilo e não hesitei um segundo para obedecer aquela ordem. 

Enquanto eu tinha os seus seios na minha boca, ela sussurrou-me novamente ao ouvido com uma voz ofegante, de quem estava a viver um orgasmo saboroso e bastante intenso: “- Este é a carro novo do sócio do meu padrinho, e eu roubei-lhe as chaves do bolso do casaco... como imaginas, ninguém sonha que estamos aqui…”

O risco, o medo, a Adrenalina foram os principais causadores dos fortes gemidos de prazer que libertei, enquanto depositava todo o meu prazer dentro do corpo da Carolina. Ela era doida e adorava sexo. Ela estava sempre em busca de momentos como este, onde o risco de sermos vistos ou de aparecer alguém estava eminente, mas isto sempre deu um incrível sabor aos nossos orgasmos, ela sempre foi uma mulher perfeita a dar-me prazer. Acho que todos os homens gostavam de sentir esta ousadia feminina.

Naquela tarde, o pior foi sem dúvida, as nódoas, que o nosso prazer deixou marcado, no tecido daquele carro novo. Nós não ficamos minimamente preocupados, pois ninguém iria desconfiar que aquilo era uma marca de prazer, com a nossa assinatura.

Foto: Take A Pix Media (Corbis.com)

* Prima Olga


Foi durante o Mundial de Futebol na Coreia do Sul, os meus tios tinham-se deslocado aquele pais, para ver o jogo da Selecção Portuguesa ao vivo, e a minha prima Olga ficou a dormir lá em casa.

Tínhamos apenas diferença de um ano, mas sempre nos demos bem. Ela era uma rapariga muito tímida, sempre com uma bandolete negra a segurar o cabelo, uns óculos de massa Rosa, e com um olhar reservado, sempre apontado para o chão. Ela passava os dias a ler, ela adorava romances e histórias de amor, mas nunca ninguém lhe conheceu um namorado.

Devido ao fuso horário, os jogos davam tarde na televisão e eu fiquei a ver, enquanto ela se foi deitar na outra cama existente no meu quarto. A cama era do meu irmão mais velho, do tempo em que ele ainda vivia lá em casa.

Mal o jogo terminou, tomei um duche rápido, fui para o meu quarto e reparei que ela já estava a dormir. Entrei sem fazer barulho. Como nesse verão estava muito calor, apenas me deitei de boxers em cima da cama. Estava tanto calor que não conseguia dormir, mas lá estava eu, deitado de olhos fechados à espera de adormecer.

Até que senti a Olga a levantar-se da cama. Fingi não reparar. Fui discreto. Ela veio na minha direcção, com o cabelo solto e sem os habituais óculos, como eu nunca a tinha visto. Passou com a sua mão pelo meu rosto, para verificar que eu já dormia. Eu não reagi. Ela segura que eu tinha adormecido, percorreu a sua mão pelos meus abdominais e entrou com ela para dentro dos meus boxers. Foi impossível não reagir a um estímulo daqueles e rapidamente fiquei com a mesma rigidez de uma barra de ferro. Era isso mesmo que ela queria.

Eu não estava a acreditar que a minha própria prima me estava a fazer aquilo, mas permaneci imóvel com se estive a dormir o sono descasando. Ela baixou-me os boxers até aos joelhos bem devagar, sem qualquer movimento brusco, e deu-me um verdadeiro festival com a sua língua e com os seus lábios.

Ela parecia estar a experimentar algo que nunca tinha feito, provavelmente algo que apenas sabia na teoria e que finalmente arriscou colocar na prática. Eu não conseguia acreditar, que a minha prima Olga, aquela menina tímida, que nunca ninguém viu na companhia de um namorado me estava a fazer aquilo.

Ela percorreu-me bem devagar, tocando com a ponta da sua língua, de um modo bem sensual, todas as minhas partes que se encontravam mais sensíveis. De certo modo, parecia que era a primeira vez que ela tocava e saboreava um homem, mas por outro lado, ela fazia aquilo com extrema qualidade.

Saboreou todas as curvas e todos os recantos do meu corpo, desde o meu peito até os meus joelhos, com uma qualidade quase profissional. Recolheu para si, todo o melaço que já escorria em mim, saindo do meu corpo, e que significava que eu já me encontrava preparado para tudo.

Logo de seguida, depois da sua boca e da sua língua, de forma competente, terem tocado suavemente na minha pele, ela foi mais intensa e fez-me tocar no fundo da sua garganta de uma forma formidável, que me deixou sem reacção. Ela chupou-me como eu nunca tinha sido chupado. Ela sugou-me fortemente, enquanto a sua mão estava pousada na minha barriga. Foi impossível resistir, e tudo o que saiu de dentro do meu corpo, fico junto da sua garganta. Logo de seguida, ela regressou para a sua cama tapando-se por completo e eu acabei por adormecer.

Na manhã seguinte, lá estava a minha prima Olga, com o seu ar inocente e tímido, com os seus óculos de massa cor-de-rosa e com a sua bandolete negra, a tomar o pequeno-almoço em família, como se nada tivesse acontecido. Nunca tive coragem para falar-lhe deste assunto, e o comportamento dela nunca mudou. Terei sonhado???

Foto: Gabriela Medina (Corbis.com)