* Casa dos Nossos Sonhos


Apesar da crise imobiliária, existiam zonas na cidade onde a procura de casa era grande. Eu e a Vânia adorávamos aquela zona da cidade, e mesmo sabendo que se tratava de casas mais caras do que o dinheiro que podíamos gastar, não resistimos, e quisemos ir conhecer aqueles apartamentos.

Quando lá chegamos, percebemos que existia bastante procura, e quando falamos com a vendedora, mostramos o nosso interesse por um apartamento da tipologia T2. 

Ela, percebendo que nós estávamos mais interessados em ver, do que comprar, entregou-me uma chave, e disse que podíamos ir ver o apartamento do 7º andar, que ela já ia ter connosco.

A casa era fantástica, muito melhor do que nós tínhamos imaginado, a cozinha, a sala, os quartos, tudo era fantástico. 

Como estávamos sozinhos, e à vontade, a nossa imaginação disparou. Eu encostei a Vânia à parede na sala, e dizia-lhe ao ouvido: “imagina o prazer que podia dar-te nesta sala”.

Quando chegamos à cozinha, sentei no lava-loiça, beijei-a no pescoço e disse-lhe “aqui podíamos molhar muito mais coisas, para além da loiça”. As coisas aqueceram, e a Vânia sussurrou-me ao ouvido: “já que esta casa nunca vai ser nossa, podíamos deixa-la marcada na nossa memória, de uma forma positiva”.

Eu percebi a mensagem dela. Os nosso corpos caíram no meio daquela enorme sala, e entregaram-se, no entanto sempre atentos ao barulho do elevador, para evitar surpresas. 

Do nosso corpo, apenas saiu a roupa que impedia aquele momento de amor, e entrei dentro dela de uma forma intensa, da forma que ela tanto gostava. Sabíamos que tínhamos de ser rápidos, mas aquele momento de prazer inesperado estava a ser demasiado saboroso. O perigo de sermos apanhados ainda deixava tudo mais apimentado.

Estávamos tão deliciados a saborear o momento, que nos esquecemos que a vendedora, em vez de subir de elevador, também podia subir pelas escadas. E foi o que aconteceu. Quando olhamos para porta da sala, ficamos gelados. Ela estava ali parada, perplexa, a assistir ao nosso momento de prazer. Ficamos os dois sem reacção, e sem conseguir justificar o nosso comportamento.

A Vânia envergonhada, pegou na roupa, e saiu a correr envergonhada pelas escadas abaixo, e deixou-me ali sozinho e sem palavras. Eu dizia de uma forma tímida: “Nós adoramos o apartamento, mas é demasiado caro, só o poderíamos comprar se o preço pudesse baixar um pouco”.

A vendedora olhou para mim, de uma forma que, sinceramente, me assustou e disse-me: “Eu vivo num mundo de negócios, onde tudo pode ser negociado. Posso abdicar da minha comissão, em troca de algo que tenha para me oferecer”. É verdade, esta conversa estava a ser mantida, comigo sem calças, excitado, e bem molhado, com as marcas deixadas pelo interior do corpo da Vânia. 

Eu não sabia o que fazer. Vender o meu corpo, e em troca ter a casa dos meus sonhos? Ninguém ficaria a saber, e decidi entregar-me. Aquela mulher estava faminta, e confessou estar assim por o marido estar a trabalhar na África do Sul, à vários meses.

Ela ficou louca, por sugar o meu sabor, misturado com os vestígios do quente sabor da Vânia. Ela meteu tudo na boca, numa incrível garganta funda. Ela ficou descontrolada, mas eu também aproveitei todo aquele momento, para terminar, o que estava a fazer com a minha namorada. 

Dei-lhe tudo, como ela queria, com as minhas mãos nas suas ancas, fui forte, intenso e voraz. Ao fim de pouco tempo, aquela mulher atingia picos de prazer, de dois em dois minutos. Terminei, fazendo escorrer o meu prazer, mesmo no meio do seu perto. Eu disse que tinha de ir rapidamente embora, e ela disse para eu voltar amanhã, para finalizar o negocio.

Percebi a mensagem, mas seria apenas mais uma vez, e a Vânia nem imagina o que tive de fazer, para podermos comprar a casa dos nossos sonhos.

Foto: Motofish Images (Corbis.com)

* Sexo ao Vivo

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SEXO ao VIVO

Passeava-me pela rua, quando descobri aquela Sexshop. Sempre fui um curioso por este tipo de artigos e de filmes e decidi entrar. Nestas lojas, muitas vezes conseguem-se descobrir ideias para apimentar um pouco mais a vida de um casal.
Quando entrei, apercebi-me que aquela loja tinha um peep-show. Como sou bastante curioso, não me importei de gastar uma moeda para espreitar uma menina toda nua, a dançar, apenas separada de mim por um vidro. Quando entrei naquele apertado cubículo, fui surpreendido com o que vi, porque eu não me tinha apercebido do anúncio, que estava exposto à entrada da loja, e em vez de uma mulher, deparei-me com uma sessão de sexo ao vivo, com um casal. 
Admito que fiquei bastante entusiasmado, ao ver aquele casal, aparentemente do Leste da Europa, e por cada dois minutos que passavam, me obrigavam a colocar mais dois euros, para assistir aquele espectáculo.
Depois da terceira moeda, decidi não gastar mais dinheiro, e sai da loja. Fiquei na montra a ler, que aquele casal fazia exibições de hora a hora. Surgiu-me logo a dúvida. Como é que aquele homem conseguia?

Tão booommm...

Aproveita bem o descanso... atualiza leituras...
Tão booommm... 

* Aposta Demasiado Perigosa


Estava a ser um exagero. Eu e Wilson entramos num jogo perigoso de apostas.

Estávamos constantemente a desafiar-nos um ao outro com apostas, por vezes ridículas, e ao longo do tempo a dificuldade de as realizar e os prémios em jogo, eram cada vez mais elevados.

Mas quase no final do ano lectivo, o Wilson fez-me um desafio: “Se conseguires arranjar cinco fotos da tua namorada nua dentro de 15 dias, a minha mota é tua, caso contrário, eu fico com a tua moto”. Eu não sei o que tinha na cabeça para aceitar.

Eu estava a pôr em jogo a minha namorada e a minha moto que tanto me tinha custado a comprar, num aposta estúpida, mas jogo é jogo, e já não podia voltar atrás. E agora estava com um grande problema entre mãos: como conseguir cinco fotos da Gabriela nua.

Sempre que estava mais intimamente com ela, tentava de uma maneira ou outra, imaginar como conseguiria enganá-la, ia ser impossível.

Os dias passavam e a minha angústia aumentava, faltavam poucos dias para perder a minha moto, o Wilson foi esperto, porque sabia que a Gabi era uma miúda tímida e que dificilmente aceitaria tal proposta, e só dessa maneira ele colocaria em jogo a valiosíssima moto que os pais lhe tinham oferecido, e que o fazia ser tão popular no meio feminino.

O tempo passou, faltava apenas um dia para expirar o prazo, e decidi ir falar com ela, contei-lhe tudo e para meu espanto, ela aceitou entrar no jogo para salvar a minha moto. Fomos para casa dela, e enquanto eu preparava a máquina e o espaço para as fotos, ela vestiu uma lingerie sensual. Começamos uma fantástica sessão fotográfica. 

Nunca tinha imaginado a Gabi uma mulher tão ousada. Esfregou o corpo com óleo bronzeador, o que deixou o corpo brilhante e cheiroso. De seguida, dançou para mim numa sensual dança do ventre, onde todas as curvas do seu corpo torneado faziam as delícias do meu olhar. Que espectáculo…

Depois de o ambiente estar bem quente, decidiu colocar um preservativo num pequeno e discreto vibrador, que surpreendentemente tirou da gaveta da mesa-de-cabeceira, e começou a lamber, a chupar, a tocá-lo no peito… Eu, continuava a clicar ao som da objectiva, a apanhar todos os pormenores e a deleitar-me com aquela mulher ali mesmo a dois palmos de mim.

Mas o momento alto foi quando ela decidiu se penetrar com aquele objecto plastificado com látex, e depois de suaves, calmas e saborosas penetrações, deu-mo a chupar, com todo o seu sabor mais íntimo e excitante. Todo aquele terrível jogo de sedução deu origem, provavelmente, à meia hora mais intensa e tórrida de sexo das nossas vidas.

No dia seguinte, apresentei-me à hora marcada. O Wilson já lá estava, sentado, com a folha para consumarmos a troca de nome da moto. Eu aproximei-me e entreguei o CD. Ele quis confirmar, pensava que estava a fazer bluff. 

Ligou o portátil e ficou vidrado ao ver a Gabriela nua, a tocar-se, a acariciar-se, a penetrar-se. Naquele momento, ele foi obrigado a assinar a declaração de venda. Eu acabava de ganhar uma moto de 15 mil euros… yuppiiiiii….

Pois, mas as coisas não ficaram por aqui, o Wilson não soube perder, e totalmente enfurecido por ter perdido a moto, divulgou todas as fotos da Gabriela pela escola e pela internet. E quando a noticia se espalhou, ela e os pais foram obrigados a mudar de cidade… Nunca mais consegui falar com ela, não sei onde vive, nem o que faz…

A única recordação que guardo dela, são aquelas famigeradas fotografias…

Foto: M. Deutsc (Corbis.com)

* Porta Encostada



A vizinha do meu apartamento era mais velha do que eu, mas ela olhava para mim de um modo especial. Nós apenas trocávamos simples cumprimentos. No entanto, sempre que nos cruzávamos, sentia que ela me comia com os olhos, e tirava todas as medidas do meu corpo.

Eu ficava sempre a pensar se era a minha imaginação a funcionar ou se ela se sentia atraída por mim. Ela era proprietária de uma rede de cabeleireiros na Linha de Sintra, com lojas em Queluz, Massamá, Cacém e Mem Martins, no entanto eu nunca a vi acompanhada com ninguém, ela estava sempre sozinha. Parecia ser uma mulher bastante independente.

Naquele final de tarde, quando eu regressava a casa, achei estranho o facto da porta da casa dela estar apenas encostada, e fiquei preocupado, pois não ouvia barulho, nem via ninguém. Ousei entrar. Teria acontecido alguma coisa? A casa teria sido assaltada?

Entrei e ouvi o barulho a vir do Wc e perguntei em voz alta: ”Quem está ai? Vizinha, está tudo bem?” E nesse momento, ela abriu a porta, e todo aquele vapor, com um doce aroma, se espalhou pela casa. No meio daquele nevoeiro, apareceu ela, totalmente enrolada num lençol de banho, e com o cabelo molhado.

Ela assim que me viu, ali à sua frente, no corredor de sua casa, deixou cair a toalha de banho no chão, deixando aquele corpo totalmente nu à minha frente. Aquilo foi sem dúvida um convite.

Não sei bem o que se passou na minha cabeça, mas cheguei junto dela e toquei-lhe. Ela não reagiu. Agarrei-a e levei-a para o quarto. Deitei-a na cama, e sem trocarmos uma única palavra, penetrei-a de uma forma forte e intensa, que fez com que ela libertasse um forte gemido. 

Talvez tenha sido bruto, mas ela estava bem preparada para me receber dentro do seu corpo. Peguei num pedaço de tecido que estava em cima da mesa-de-cabeceira, e amordacei-a, de modo a ela não fazer mais barulho.

Não sei o que passou pela minha cabeça, mas aquela mulher despertou em mim, um forte instinto animal, e eu queria usar e abusar daquele corpo. Aquele momento quase parecia uma violação, com a vítima a autorizar. Os gemidos agora eram mais contidos, mas apenas o facto de sentir a sua excitação, era a prova que todo o meu desejo e prazer estavam a ser correspondidos. Eu mandava, o corpo dela era meu.

Senti que aquela submissão estava a provocar-lhe orgasmos consecutivos, pois o tremer das suas pernas, juntamente com os gemidos contidos, não me passavam despercebidos.

Acabei por penetra-la onde não existia lubrificação, mas não senti que o corpo dela me rejeitasse, muito pelo contrário. Ela gostou, e iniciou um movimento mais intenso com a cintura, sendo ela a impor o ritmo. Ela resistia a tudo.

O meu corpo é que já não conseguia resistir a muito mais, e desse modo acabei por lhe tirar a mordaça da boca. A sua boca ficou livre por muito pouco tempo. Ela chupou-me de forma intensa, e agora era ela que estava a abusar de mim, sem piedade. Fui sugado, com a minha excitação tocar-lhe bem fundo, na sua garganta.

Era impossível conseguir resistir a uma mulher daquela maneira, e acabei por lhe oferecer todo o meu quente prazer. Naquele quarto viviam-se um ambiente quase pornográfico.

Mais calmo, e eu pedi-lhe desculpas por aquele meu comportamento animal e quase violento, que não fazia parte da minha personalidade. Ela riu-se para mim e disse-me: “vou deixar a porta, muito mais vezes encostada…”

Foto: Angelo Cavalli (Corbis.com)

* Nódoas de Prazer




Na minha rua vivia a Érica.  Ela era mais velha do que eu quatro anos. Da janela do meu quarto, eu estava sempre atento às suas chegadas e às suas saídas de casa. Eu adorava vê-la passar. Muitas vezes chegava no carro do namorado, outras vinha de mota com ele, mas quase sempre chegava a pé e sozinha.

Ela normalmente usava uma roupa simples e descomprometida, umas calças de ganga, ténis e t-shirt. Eu adorava as calças que ela usava, sempre bem justas ao corpo, de forma a salientar todas as suas curvas.

Ela muitas vezes andava com a barriga e o umbigo à mostra. Eu ficava louco. Sempre que me cruzava com ela na rua, eu ficava corado, e envergonhado. Ela olhava para mim e sorria. Em cada passo que ela dava, o seu corpo movia-se em torno do movimento da sua cintura, que balançava de um modo quase mágico.

Eu sabia que ela chegava da faculdade, todos os dias entre as 17h e as 17h20, e como a essa hora eu estava sempre sozinho em casa, ficava sempre junto da janela para a ver passar. Ao chegar aquela hora, a minha imaginação despertava em mim uma tremenda excitação, e assim que eu via a Èrica a fazer a curva no final da rua, ajoelhava-me junto da janela, com o queixo pousado no parapeito, e com os olhos fixos nos movimentos do seu corpo.

A minha mão direita agarrava o meu desejo, e impunha o ritmo que os meus olhos viam na cintura dela.  Assim que ela passava em frente à minha casa, e ficava de costas, eu fixava os meus olhos naquele rabo perfeito, e libertava todo o meu desejo e prazer.

Este ritual repetia-se todos os dias. Sempre. No entanto, certo dia, fiquei surpreendido, pois enquanto eu observava a Érica, ela entrou dentro do meu quintal, e tocou à minha campainha. O que será que ela queria? Será que ela se apercebeu do meu ritual diário? 

Desci ao Rés-do-chão e abri a porta. Eu ainda estava duro. A Érica olhou para mim, riu-se e perguntou-me: “não preferes fazer aqui, comigo mesmo à tua frente?”. A minha reacção foi fugir de vergonha, sem dizer uma única palavra. Deixei a Érica para trás e a porta aberta, subi as escadas e fechei-me no meu quarto. Como é que ela sabia? Como é que ela descobriu?

No dia seguinte, alterei o meu ritual, mas a campainha voltou a tocar. Era ela. Desta vez eu já estava menos envergonhado e conversamos um pouco. No dia seguinte novamente, e depois novamente. O meu ritual passou a ter a Érica em minha casa todos os dias, à mesma hora.  

Ela parava na minha casa e aproveitava para fumar o ultimo cigarro antes de ir para casa, visto os pais não saberem que ela fumava. Eu ficava sempre fascinado com a presença dela, e a cintura dela continuava a deixava-me louco. O meu olhar fixava-se e dali não queriam sair. Certo dia, ela olhou-me nos olhos, e com um ar sério, voltou à pergunta do primeiro dia: “Não queres fazer aqui à minha frente, o que fazias todos os dias, sempre que eu subia a rua?” Fiquei corado, paralisado e sem resposta. Ela sabia mesmo. Mas como?

Ela percebendo-se do meu embaraço, veio na minha direcção, e fez descer as minhas calças, deixando-me nu, da cintura para baixo. Os seus dedos envolveram-me, recolhendo a pele que envolvia o topo do meu desejo. Eu estava paralisado e fora de controle. 

Não sei qual seria o desejo da Érica, mas ela ajoelhou à minha frente, com um olhar atrevido muito próximo de mim. Agarrou-me com força, e aproximou a boca, com a clara intenção de tocar com os seus lábios ali mesmo, onde eu queria. Não consegui resistir, e o meu corpo libertou de uma forma precoce e descontrolada um forte e intenso impulso quente, que se depositou na sua t-shirt.

Ela ficou furiosa, com as nódoas que eu tinha acabado de lhe provocar na roupa. Era naquele estado que ela tinha de entrar em casa, e enfrentar a mãe. Ficou irritada, e saiu de minha casa a gritar e a discutir comigo. Nunca mais voltou. Certamente aprendeu, que há insinuações e provocações demasiado perigosas de fazer a um rapaz inexperiente e virgem…

Foto: Greg Vote (Corbis.com)

* Fruto Proibido

Este blog era privado e anónimo, e ninguém tinha conhecimento desta minha vertente mais secreta e intimista. 

Foi provavelmente uma forma que eu usei, para recriar o meu espírito mais erótico e imaginativo.

No entanto, a Matilde, mulher do meu amigo Leandro, que trabalhava numa pequena clínica na avenida principal, foi a primeira pessoa a desvendar este meu segredo. A clínica tinha apenas dois médicos, e às quintas-feiras, não havia consultas, e assim a Matilde ficava com pouco trabalho naquele dia da semana. 

Muitas vezes, eu passava junto da clínica, e sabendo que ela estava desocupada, entrava e convidava-a para um café, e acabávamos sempre por conversar um pouco. Certa tarde, o convite partiu da parte da Matilde, quando me enviou um SMS: “queres beber um café? Quero perguntar-te uma coisa…” 

O que será que ela queria? Quando lá cheguei, em vez do café na habitual esplanada, acabamos por beber o café da máquina de cápsulas que existia na clínica, e ela abriu logo o jogo: “Olha, tu não tens um blog?” eu corei, e ela continuou: “tenho quase a certeza, pois quando li aquelas histórias, imaginei-te… aquelas palavras identificam-te… só podes ser tu…

Fui descoberto!!! Será que sou assim tão fácil de identificar? Pelas minhas palavras? Pela minha forma de escrever? Acabei por confessar que era verdade, que eu era o autor daqueles textos… Ela sorriu vitoriosa dizendo: “eu sabia… só podias ser tu…
“Gosto de homens assim, eróticos, sensuais… que sabem utilizar a imaginação, utilizando as palavras certas, no momento certo, conseguindo fazer uma mulher sonhar… ficando louca… tenho tanta pena que o meu Leandro não seja assim… ele é demasiado tradicional e conservador…”

As palavras dela despertaram o meu instinto, e eu roubei-lhe um beijo. Talvez não tenho sido melhor atitude da minha parte, mas ela entrou-se aos meus braços. O seu instinto feminino precisava daquilo, de um homem ousado e atrevido.

A irresponsabilidade apoderou-se de nós, e os dois corpos entregaram-se no sofá da sala de espera. Fomos loucos e arriscados. Deu-me um gozo tremendo a ousadia de entrar dentro do corpo daquela mulher casada. Foi deliciosa a forma como o seu corpo me recebeu. Fiquei por cima, entrei dentro dela, e fiquei sem vontade de sair. Completamente lá dentro, deliciei-me com a sua profundidade. Movimentei-me de forma circular no seu interior, obrigando o seu corpo a ficar mais aberto para mim. Fui abusador, e ela adorou o meu abuso. 

Cada volta que eu dava, sentia-a mais excitada. Eu não queria sair de dentro dela, e percebi que ela gostava de sentir as minhas bolinhas cheias, a bater e a esfregar, numa zona muito quente, húmida e sensível. Tudo estava sensível. E apesar de ela estar a deliciada por estar preenchida daquela maneira, ela fez-me sair de dentro de si, colocou-se de joelhos no sofá, colocou os braços no apoio do sofá, ficando totalmente empinada e exposta para mim. Ela queria sentir-me a entrar por detrás.

Foi impossível resistir, e da forma que ela pediu, entrei e sai milhares de vezes de dentro do seu paraíso mais perfeito. Quase tirava tudo, para depois dar uma estocada forte e profunda, até não entrar mais nada. Eu adorava preencher o seu corpo na totalidade. Tão forte lhe dei, que acabei por não resistir, ficando os dois sem fôlego, mas deliciados, sentados naquele sofá.

Naquela tarde, eu e a Matilde fizemos uma nova descoberta, o prazer proibido, perigoso e o misterioso sabor da infidelidade. Mas porque será que tudo isto tem um sabor tão especial? 
E desde aquela tarde, as quintas-feiras tornaram-se perigosamente deliciosas… e o crime tornou-se perfeito… e a Matilde passou a ser o meu fruto proibido…

Foto: _ (Corbis.com)

* Pedido de Traição

No mesmo gabinete que eu, trabalhava o Elias, um homem mais velho que eu, casado há 10 anos e sem filhos. O facto de passarmos praticamente o dia todo juntos criou uma boa amizade. O Elias confidenciou-me várias vezes, que os dez anos de casamento estavam a matar a sua vida sexual.

Confessava que já não se sentia atraído pela mulher, e que só lhe apetecia realizar fantasias mais ousadas, mas não era fácil convencê-la para novas experiências, por ela ser muito conservadora.

Ele sempre me confessou que adorava experimentar uma casa de swing, para praticar uma simples troca de casais, mas que a mulher colocava liminarmente essa hipótese de lado, alegando que o simples facto de imagina-lo com outra mulher a deixava doente. O Elias, no entanto, vivia na ânsia de ver a mulher com outro homem, era sem duvida a sua maior fantasia.

Este foi um tema tantas vezes repetido por ele, que num determinado dia, um pouco irreflectidamente, eu perguntei-lhe se ele queria que eu fosse lá a casa resolver-lhe esse problema. Ele soltou um enorme sorriso e abraçou-me, e perguntou-me quanto é que cobrava para lhe fazer esse serviço. Obvio que eu não queria dinheiro, e aceitei sem a devida consciência das minhas palavras.

Mesmo sendo uma mulher mais velha do que eu, ela agradava-me bastante, com boa aparência, simpática e funcionária de um Banco. O Elias arranjou uma história e, naquela noite, apareci lá em casa com pretexto que ele se tinha esquecido de uns papéis importantes no gabinete.

Durante o jantar, ele tinha convencido a esposa a beber uns copos de vinho, o que acabou por a deixar mais desinibida. Ele retirou-se e deixou-nos sozinhos na sala. A carência que aquela mulher transmitia, foi o ponto fraco para a conseguir seduzir. Não foi difícil. Senti que aquela mulher queria carinho e prazer.

Foi constrangedor o Elias entrar na sala, quando nos estávamos a beijar, mas ele mandou-nos continuar. Ele queria ser corno. Ele queria observar todos os comportamentos da mulher comigo. O Elias tinha o olhar fixo em nós dois, mas não dizia uma única palavra. Os corpos acabaram por se entregar, e ela sorvia o desejo do meu corpo. Ela quis deliciar-se com todos os prazeres que eu lhe podia oferecer. Senti que ela precisava de libertar toda a energia que tinha acumulado com o tempo, e percebi que o Elias já não a satisfazia.

Estendemos os nossos corpos no soalho de madeira da sala, fazendo sempre questão de ser ela a impor o ritmo e a intensidade. Senti todas as contracções de prazer daquele corpo, que pareciam não terminar. Ela parecia insaciável, com um prazer interminável, como se não tivesse um homem dentro de si há muitos anos. Ela estava de uma forma, que o seu prazer era consecutivo, obrigando-me a simular o meu orgasmo. Foi a primeira vez que o fiz, pois ainda não estava no meu momento, mas não a queria desiludir.

Logo de seguida, ela retirou-se da sala, e o Elias eufórico, abraçou-me e agradeceu-me vezes sem conta o favor que tinha acabado de lhe fazer. Cheguei a casa e não foi fácil reflectir sobre aquele estranho momento que tinha acabado de viver, em casa do meu amigo.

Esta foi apenas a primeira vez. Depois daquela noite, regressei mais vezes à casa do Elias. Ele sentia-se cada vez mais realizado, vendo a sua mulher nos meus braços. Ele chegava a tocar-nos no sítio certo, para confirmar que eu estava mesmo dentro dela.

Depois, acabei por não me sentir bem com aquelas deslocações à casa do meu colega, e disse-lhe que não iria voltar a aceitar tal convite, e desde esse dia, eles entraram num jogo perigoso e arriscado, de marcar encontros com desconhecidos, que conheciam na internet, para irem realizar o serviço em sua casa.

Foto: Creasource (corbis.com)